Asma: 10 coisas que você precisa saber para conviver melhor com a doença respiratória.

A priori, é imporante abordar que a asma brônquica, ou simplesmente “asma”, é uma doença crônica que provoca inflamação e consequente estreitamento dos brônquios, dificultando a passagem do ar. Ela pode decorrer de características herdadas, mas isso não significa que o filho de uma pessoa asmática necessariamente terá a doença. O estreitamento brônquico, que pode regredir espontaneamente ou por meio de medicação, algumas vezes coloca em risco a vida do paciente. Em regra, a asma pode ser controlada com tratamento e a prática de medidas preventivas adequadas. O acompanhamento médico é sempre essencial para isso. Sendo assim, a asma pode atingir pessoas de todas as idades e raças. Estima-se que afete cerca de 10% das crianças e 6% dos adultos, mas sua incidência vem aumentando em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Rede Global de Asma, até 334 milhões de pessoas podem estar sofrendo de asma em todo o mundo. No Brasil, o SUS registrou 1,3 milhão de atendimentos a pacientes com asma na Atenção Primária à Saúde. Com isso, o Ministério da Saúde brasileiro estima que 23,2% da população viva com a doença, e a incidência varia de 19,8% a 24,9% entre as regiões do país.

Além disso, a asma é uma doença respiratória crônica caracterizada por dificuldades respiratórias e “chiado” no peito. Ela é causada pela inflamação e contração dos músculos ao redor das vias respiratórias, tornando a respiração mais difícil. A asma não tem cura, mas pode ser controlada por meio de tratamento e prática de medidas preventivas adequadas. Na verdade, a asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores, ou seja, brônquicas, que é definida pela presença de sintomas respiratórios. Além da dificuldade respiratória e do chiado, ela também pode se manifestar como tosse seca ou sensação de aperto no peito. Geralmente, eles são mais frequentes à noite ou de manhã cedo. Todavia, vários fatores podem desencadear ou agravar os sintomas da asma. A predisposição genética à alergia combinada com fatores ambientais externos são frequentemente gatilhos para crises da doença. A inalação de vapores irritativos ou fumaça pode causar desconforto respiratório ou uma crise em uma pessoa com asma. Algumas fumaças são particularmente prejudiciais, como a fumaça do tabaco, que contém muitas substâncias irritantes que podem agravar a inflamação das vias aéreas e desencadear uma crise de asma intensa. Além de que, a exposição prolongada a substâncias alergênicas, como pólen, ácaros, poeira, pelos de animais, mofo, aerossóis domésticos, solventes e certos perfumes, também pode desencadear uma crise asmática. É importante saber que a asma é uma doença multifatorial em que vários fatores estão envolvidos nas manifestações da doença. Há um componente genético, mesmo que a asma não seja sempre hereditária. E há principalmente fatores ambientais, como infecções virais, poluição do ar e exposição a alérgenos. Sendo assim, as pessoas que sofrem de asma estão entre as mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, que afetam a saúde respiratória das pessoas em risco de várias maneiras. Elas influenciam a saúde das vias respiratórias, uma vez que os pulmões estão diretamente expostos ao mundo exterior e são os primeiros a enfrentar todo tipo de irritação que vem conjuntamente com o ar. De acordo com especialistas, as crises de asma são frequentemente desencadeadas por poluentes e alérgenos, como pólen, emissões de escapamento (poluição do tráfego), poluição do ar (como a causada por incêndios florestais), ondas de calor, incêndios florestais, tempestades de poeira, inundações e aumento da umidade. Todos esses elementos causam uma hiperreatividade, pois as vias aéreas dos asmáticos são hiper-reativas, o que as torna sensíveis a esses fatores agressivos que afetam a mucosa brônquica, e a reação subsequente é o broncoespasmo ou tosse devido a diferentes fenômenos inflamatórios. A asma afeta pessoas de todas as idades, mas é mais comum em indivíduos mais jovens. Embora fatores genéticos contribuam, a transmissão da asma dos pais para os filhos não é sistemática. E não exista um perfil típico de pessoas que podem desenvolver asma, algumas pessoas têm maior probabilidade de desenvolvê-la. Isso inclui pessoas com histórico familiar de asma, rinite alérgica ou eczema, nascidos prematuramente, crianças que tiveram infecções respiratórias graves e frequentes como pneumonia, infecção por rinovírus, vírus sincicial respiratório, etc.

Ademais, a sinusite crônica está frequentemente associada à asma, mas, ao contrário da asma, que afeta os pulmões, a sinusite afeta os seios nasais presentes na face. Ela está presente na maioria dos pacientes com sintomas de asma. A associação frequente de asma e sinusite se deve ao fato de que as pessoas com asma alérgica têm um risco maior de desenvolver sinusite devido à maior sensibilidade de sua mucosa respiratória. A sinusite é, na verdade, uma inflamação das vias aéreas superiores, e os seios nasais são específicos, mas há uma correlação. Existe uma semelhança entre a mucosa nasossinusal e brônquica. Nem todas as asmas estão associadas a sinusite, mas quando a pessoa tem sinusite, é importante tratá-la, porque a longo prazo, como é a mesma mucosa, a inflamação pode se espalhar das vias aéreas superiores para as inferiores, brônquicas, e se transformar em asma. É importante entender que a melhor abordagem para o tratamento da asma é a prevenção, que começa com a educação do paciente. Para evitar crises de asma, é desaconselhável para os pacientes fumarem ou frequentarem locais com fumaça, se expor a fatores que podem desencadear ou agravar a doença, e usar produtos irritantes para as vias respiratórias, como tintas, colas e produtos de limpeza. Se a evitação dos fatores desencadeantes não for suficiente para manter um controle adequado dos sintomas, é recomendado que as pessoas com asma utilizem corticosteroides inalados, que tratam a inflamação persistente das vias respiratórias. No entanto, a asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, o que significa que é necessário considerar um tratamento de base e um acompanhamento regular. Antes de tudo, é importante educar o paciente. A educação do paciente, segundo especialista, envolve conscientizá-lo sobre a doença, como prevenir as crises, que são episódios de piora e exacerbação da doença. Contudo, é possível conciliar a doença com a prática regular de atividades esportivas. O esporte contribui para a aquisição de um bom condicionamento muscular e melhora o gerenciamento do estresse em pessoas com asma. O esporte é uma das pedras angulares do tratamento. Existem atletas e campeões que têm asma, uma vez que a chave está em gerenciar bem a asma brôquinca. Além disso, os medicamentos para a asma não são considerados substâncias dopantes. A natação, a hidroginástica, o ciclismo e a caminhada em ritmo acelerado são benéficos para pessoas com asma. No entanto, a corrida, especialmente a corrida de resistência, e especialmente em condições de frio, pode desencadear crise asmática. Para evitá-las, a pessoa com asma deve usar um broncodilatador de 10 a 15 minutos antes da corrida e fazer um aquecimento adequado. As atividades físicas devem ser personalizadas e adaptadas de acordo com a idade e a capacidade respiratória de cada paciente. Pessoas com sintomas de asma devem consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer atividade esportiva. Além de que, existem crises agudas graves de asma, que são espontaneamente graves e requerem a internação do paciente em uma unidade de terapia intensiva. Muitas vezes, isso acontece com pessoas que interromperam o tratamento sem orientação médica e que estão passando por um contexto psicológico específico, porque as crises graves de asma também têm uma componente psicogênica, especialmente entre adolescentes e jovens. Além disso, segundo especialista apesar de todas as opções terapêuticas disponíveis, não podemos esquecer que às vezes há erros de diagnóstico e superdiagnóstico de asma. Alguns pacientes podem morrer do chamado de “asma equivalente”, especialmente os idosos que têm o chamado “asma cardíaca pseudo-asma”. Às vezes, diz-se que eles morreram de asma, quando na verdade morreram de outra doença que se assemelha à asma, especialmente entre os idosos. A asma pode ser uma doença grave, mas com o tratamento adequado, é possível controlá-la. Uma asma mal controlada pode causar sintomas irreversíveis e levar a uma crise ou insuficiência respiratória potencialmente fatal. Durante uma crise, a abertura das vias respiratórias é reduzida devido a uma reação inflamatória significativa e à contração dos músculos das paredes das vias respiratórias. A respiração normal se torna quase impossível para o paciente. Embora as crises possam ser eficazmente controladas com medicamentos, elas são potencialmente perigosas, especialmente em pessoas vulneráveis, como crianças pequenas, idosos ou aqueles com infecções respiratórias agudas ou crônicas.

Portanto, viver com a asma é um desafio, mas não é impossível, desde que algumas regras diárias sejam seguidas. Adotar um estilo de vida saudável, evitar fatores desencadeantes e seguir o tratamento adequado passado pelo médico especialista permite controlar a doença e levar uma vida plena e ativa, praticamente sem sintomas.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4j4y3e8kgo

https://www.einstein.br/doencas-sintomas/asma

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