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SETEMBRO AMARELO – O MÊS DA PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

A priori, é notório que nos últimos anos os índices de suicídios no mundo aumentaram devido a problemas emocionais, sociais e econômicos. Dessa forma, muitos transtornos mentais geram intensa dor emocional, fortes sentimentos de culpa, vazio, angústia e raiva, o que pode levar a pessoa acreditar que o suicídio seja uma solução para colocar um fim nessa situação. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, foi estimado que 96,8% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais. Em números demasiadamente absolutos, a depressão é a doença mais associada ao suicídio, mas ela não é a única, pois os transtornos de humor e o transtorno de bipolaridade também podem levar o paciente a tirar a própria vida. Assim, como os transtornos psicóticos, de personalidade, o abuso de substâncias e até mesmo os transtornos de ansiedade também podem ser capazes de levar o paciente ao seu limite e consequentemente em último caso cometer o suicídio.

Além disso, entre os jovens atualmente o componente impulsividade também é um fator relevante para esses índices, já que na adolescência há importantes mudanças hormonais, e o cérebro passa por uma remodelação que torna mais difícil o controle de impulsos e a regulação das emoções, fazendo com que eles sejam tomados inteiramente e cegados pelas suas próprias questões emocionais, sendo difícil de poder controla-los. No entanto, nem todos os pacientes que têm a intenção de cometer o suicídio dão sinais visíveis. Mas alguns sintomas podem servir como alerta, como por exemplo, falar muito sobre a morte e a vontade de morrer, expressar desesperança em relação ao futuro, ter comportamentos autodestrutivos e isolamento social podem indicar um intenso sofrimento psicológico. Todavia, é importante levar os sentimentos da pessoa a sério, demonstrar preocupação e ouvir atentamente o que ela tem a dizer, caso ela queira se abrir. Também procure incentivar a pessoa a buscar uma ajuda com um profissional de saúde mental para que ela possa iniciar um tratamento e que seja corretamente orientada.

Ademais, é necessário que todos nós devemos atuar ativamente na conscientização da importância que a vida tem e ajudar na prevenção do suicídio, tema que ainda é visto como tabu ou como normal pela sociedade. É importante falar sobre o assunto para que as pessoas que estejam passando por momentos difíceis e de crise busquem ajuda e entendam que a vida sempre vai ser a melhor escolha a se fazer. Quando uma pessoa decide terminar com a sua vida, os seus pensamentos, sentimentos e ações apresentam-se muito restritivos, ou seja, ela pensa constantemente sobre o suicídio e é incapaz de perceber outras maneiras de enfrentar ou de sair do problema. Essas pessoas pensam rigidamente pela distorção que o sofrimento emocional impõe.

Portanto, o suicídio é um importante problema de saúde pública, com impactos na sociedade como um todo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que com HIV, malária, câncer de mama, guerras ou homicídios. Dessa maneira, é de suma importância ajudarmos o próximo e é a melhor saída para lutar contra esse problema tão grave e tão presente na atualidade. É muito importante que as pessoas saibam identificar que alguém está pensando em se matar e a ajude, tendo uma escuta ativa e sem julgamentos, mostrar que está disponível para ajudar e demonstrar empatia, mas principalmente levando-a em um profissional de saúde, como um terapeuta que irá saber como manejar a situação e salvar esse paciente.

Redigido por: Thamires Caldatto

FONTES:

https://www.setembroamarelo.com/

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/09/10/alem-da-depressao-transtornos-mentais-sao-a-principal-causa-de-suicidio.htm

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