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Categoria: Saúde

Como os celulares mudaram nossa atividade cerebral.

Primeiramente, é de suma importância destacar que quanto mais úteis são os nossos celulares, mais nós os usamos. Quanto mais os usamos, mais caminhos neurais criamos no nosso cérebro para nos fazer pegar o telefone para qualquer tarefa que surja no cotidiano e mais vontade sentimos de consultar o aparelho, mesmo quando não precisamos. Assim, um estudo recente concluiu que os adultos norte-americanos consultam seus celulares, em média, 344 vezes por dia, uma vez a cada quatro minutos. Ao todo, eles passam quase três horas por dia nos aparelhos celulares.

Além disso, com o passar do tempo a nossa dependência com os aparelhos aumenta cada vez mais ano após ano. Sendo assim, as pesquisas enfrentem dificuldades para acompanhar esse crescimento. O que sabemos é que a simples distração de verificar o celular ou observar uma notificação pode trazer consequências negativas. Também não é algo muito surpreendente, mas já que sabemos que, em geral, a realização simultânea de várias tarefas prejudica nossa memória e desempenho. Um dos exemplos mais perigosos é o uso do celular ao dirigir. Um estudo concluiu que o simples ato de falar ao telefone, sem enviar mensagens de texto, é o suficiente para reduzir a velocidade de reação dos motoristas na estrada. E isso também é válido para as tarefas menos arriscadas do dia a dia. Em uma pesquisa realizada mostra que ouvir um simples sinal sonoro de notificação fez com que os participantes apresentassem desempenho muito inferior em uma determinada tarefa. Eles se saíram quase tão mal quanto os participantes que falavam ou enviavam mensagens de texto no celular durante o trabalho. E não é apenas o uso do celular que traz consequências. Sua simples presença pode afetar a forma como pensamos.

Ademais, um outro estudo realizado no mesmo intuito em que os pesquisadores pediram aos participantes que colocassem seus celulares ao lado deles para que ficassem visíveis, sobre uma mesa, por exemplo, perto e fora de vista como em uma bolsa ou no próprio bolso ou em outra sala. Em seguida, os participantes realizaram uma série de tarefas para testar sua capacidade de processar e relembrar informações, de se concentrar e de resolver problemas. Concluiu-se que o desempenho foi muito melhor quando os telefones estavam em outra sala e não próximos, quer estivessem eles visíveis ou invisíveis, ligados ou não. O mesmo resultado foi obtido até quando a maioria dos participantes afirmavam não estar pensando conscientemente nos seus aparelhos. Aparentemente, a simples proximidade do celular contribui para a “drenagem do cérebro”. Todavia, o nosso cérebro parece trabalhar muito no subconsciente para inibir o desejo de verificar o celular ou acompanhar constantemente o ambiente para saber se devemos pegar o telefone, como por exemplo, quando esperamos uma notificação. De qualquer forma, esse desvio de atenção pode dificultar a realização de qualquer tarefa do cotidiano.

Portanto, muitos anos de pesquisa ainda serão necessários para podermos saber exatamente o que a nossa dependência do telefone celular está fazendo com a nossa força de vontade e com a nossa cognição a longo prazo. Até lá, existe outro caminho para tentar reduzir seus efeitos nocivos. E tem a ver com a forma como pensamos sobre o nosso cérebro e a forma como adotamos ao uso do celular durante a nossa vida.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c6pln490eleo

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/04/como-celulares-mudaram-nossos-cerebros.shtml#:~:text=Quanto%20mais%20%C3%BAteis%20s%C3%A3o%20os,aparelho%2C%20mesmo%20quando%20n%C3%A3o%20precisamos.

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O que são alimentos geneticamente modificados? São seguros para consumir?

A priori, é necessário ressaltar que os alimentos transgênicos são aqueles produtos que tiveram seu DNA modificado pela inserção de um ou mais genes oriundos de outro organismo. Essa alteração no seu material genético permite que o produto desejado tenha uma característica que não tinha antes, uma vez que são produzidos em laboratório por meio de técnicas artificiais de engenharia genética. Desse modo, os embriões são alterados na medida em que recebem um gene de outra espécie. Assim, as técnicas genéticas retiram o elemento aleatório da equação. Eles permitem que os cientistas identifiquem quais genes determinam o tamanho e o sabor, para poder inseri-los nos lugares corretos e desenvolver a nova variedade com muito mais rapidez para serem vendidos e consumidos nos mercados de venda.

Além disso, a modificação genética é um método comum na maior parte do mundo há mais de 20 anos, mas não na União Europeia (UE). A técnica acrescenta ao DNA de uma planta genes de uma espécie de planta diferente ou até de um animal. Ela cria novas variedades que não poderiam ser produzidas com o cruzamento de forma natural. Entretanto, a cisgênese é similar à modificação genética, mas envolve a adição de genes da mesma espécie ou de espécies próximas, em que são organismos manipulados geneticamente de modo a favorecer características desejadas, como a cor, tamanho e etc.  A nova legislação irá permitir a cisgênese se ela resultar em um alimento que poderia ter sido produzido com o cruzamento tradicional. Contudo, a edição genética é uma técnica muito mais recente e permite que os cientistas se concentrem em genes específicos. A nova legislação permite ativar ou desativar esses genes, removendo uma pequena seção de DNA desde que o produto resultante possa também ser gerado naturalmente.

Ademais, os cientistas insistem que as três técnicas genéticas como a modificação genética, a cisgênese e a edição genética produzem alimentos seguros para o consumo e ratificam que todos os alimentos são rigorosamente testados. Eles afirmam também que os produtos geneticamente modificados são consumidos por bilhões de pessoas na Ásia e no continente americano há mais de 25 anos, sem efeitos prejudiciais a longo prazo. Porém, as preocupações com os riscos à saúde e os impactos ambientais causaram a proibição da produção comercial ou venda de produtos geneticamente modificados ou editados na União Europeia, embora haja atualmente alguns sinais de possíveis mudanças. No entanto, os potenciais riscos à saúde humana e ao meio ambiente são o surgimento de doenças como alergias, depressão, resistência a antibióticos, infertilidade e até mesmo o câncer, foi associado ao consumo de alimentos transgênicos. Além dos riscos para a saúde dos consumidores, o problema se agrava quando se considera a biodiversidade. O cultivo de plantas transgênicas, em larga escala, pode provocar a disseminação de transgenes, cujos efeitos, particularmente sobre os componentes da biodiversidade, são difíceis de estimar e, são irreversíveis. A ameaça à biodiversidade, como consequência da liberação desses organismos no meio ambiente, decorre das propriedades específicas de cada transgene. A inserção de uma variedade transgênica em uma comunidade de plantas, ou animais, pode proporcionar vários efeitos indesejáveis, como a eliminação de espécies pelo processo de seleção natural, a exposição de espécies a novos patógenos ou agentes tóxicos, a geração de super-plantas daninhas ou super-pragas, a poluição genética, a erosão da diversidade genética, a interrupção da reciclagem de nutrientes, a energia no ecossistema e entre outros. Todavia, os grandes progressos da ciência e da biotecnologia tem relação direta com nosso dia-a-dia, e por isso, a ciência se preocupa com o bem estar humano, com a segurança da biodiversidade e com o avanço do conhecimento. Diante disso, ainda são necessárias pesquisas que produzam informações concretas sobre os riscos dos transgênicos, sendo que há mais dúvidas que certezas sobre o assunto.

Portanto, os cientistas afirmam que não existem evidências de que os produtos geneticamente modificados tenham prejudicado ecossistemas ou a saúde humana. Eles esperam que o mesmo aconteça com os alimentos geneticamente editados. De acordo com a pesquisa recente e ainda não publicada do instituto YouGov para o Departamento de Assuntos Rurais e Alimentícios do Reino Unido (Defra, na sigla em inglês), mostrou que 54% dos entrevistados responderam que os produtos geneticamente editados são “aceitáveis” e 28% afirmaram que eles são “inaceitáveis”. Sendo assim, para os especialistas um dos maiores benefícios dos transgênicos seria o aumento dos valores nutricionais de diversos alimentos, como por exemplo, o arroz enriquecido com vitamina A.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgqzzp7nxno

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organismos_geneticamente_modificados

https://croplifebrasil.org/noticias/alimentos-transgenicos/

https://www.todamateria.com.br/alimentos-transgenicos/#:~:text=Os%20alimentos%20transg%C3%AAnicos%20correspondem%20aos,um%20gene%20de%20outra%20esp%C3%A9cie.

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Os riscos da semaglutida que ganhou popularidade para a perda de peso.

A priori, é válido ressaltar que a semaglutida é uma injeção aplicada por via subcutânea no abdómen, na coxa ou no braço, sendo usada para o tratamento de diabetes mellitus do tipo 2, pois age estimulando a produção de insulina pelo pâncreas e diminuindo a produção de glucagon, o que ajuda a reduzir os níveis de glicose na corrente sanguínea, quando associado a uma dieta saudável e prática de exercício físico regular. No entanto, o medicamento auxilia na perda de peso, já que faz com que a pessoa se sinta mais cheia e satisfeita, o que a leva a comer menos. Assim, de acordo com o NICE (Instituto Nacional de Excelência Clínica), as evidências mostram que a semaglutida pode ajudar a reduzir o peso em mais de 10%, se implementada em conjunto com mudanças na alimentação e na prática de exercícios físicos.

Além disso, a semaglutida funciona como um inibidor de apetite. Ela “imita” a ação de um hormônio produzido no intestino chamado GLP-1, que tem como alvo áreas do cérebro responsáveis por regular a saciedade e a necessidade de ingestão de alimentos. O hormônio é liberado depois de uma refeição e normalmente faz com que as pessoas se sintam satisfeitas, o que ajuda a reduzir a ingestão total de calorias ao longo do dia. No Brasil, as seguradoras podem cobrir o preço do tratamento em alguns casos. Por ora, ele não está disponível na rede pública de saúde. Entretanto, no exterior a popularidade da semaglutida cresceu tanto que agora há uma escassez generalizada de doses nos países, com temores de que as pessoas que dependem da droga por motivos médicos percam o acesso de consegui-la. Todavia, a farmacêutica Novo Nordisk ressalta que a semaglutida só deve ser utilizada mediante prescrição médica, já que este tratamento apresenta efeitos colaterais e riscos. Os principais são náusea, dor de estômago, vômito e diarreia. Outros eventos adversos listados pelo FDA são: dor de cabeça, fadiga, indigestão, tontura, inchaço, flatulência excessiva, gastroenterite e doença do refluxo gastroesofágico.

Ademais, a rápida perda de peso por meio do medicamento também pode fazer com que a pele tenha uma queda na quantidade de substâncias como o colágeno e a elastina, levando ao que alguns profissionais chamam de “rosto de semaglutida”, uma vez que se assemelha a uma aparência abatida. Contudo, apesar das boas notícias tem alguns pontos em relação à semaglutida que não são tão animadores assim. O primeiro é o preço, já que no Brasil varia entre R$800,00 e R$1.000,00, além da possibilidade que o paciente possa apresentar os efeitos colaterais. Ainda é um medicamento pouco acessível. Mas diversos estudos feitos em vários lugares do mundo apontam que é uma droga extremamente segura e com poucas contraindicações para pessoas que não diabéticas.

Portanto, é importante entender que a obesidade é uma doença crônica que requer tratamento contínuo, envolvendo também hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos para a perda de peso além do uso de medicamentos que auxiliam o organismo na diminuição do peso corporal. E, em muitos casos, mesmo após a perda de peso é necessário manter a medicação por um tempo.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqvjl4dl81lo

https://www.sanarmed.com/semaglutida-o-medicamento-que-promove-ate-50-a-mais-de-perda-de-peso-e-vem-sendo-usado-no-formato-off-label-no-brasil

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Fatores fundamentais que se deve saber sobre as dores nas costas.

Em primeira instância, a dor nas costas é um desconforto físico que ocorre em qualquer ponto da coluna ou das costas em si, variando de leve a incapacitante. Esse incômodo físico nem sempre é um sintoma de doença, geralmente isso ocorre devido a um desgaste excessivo, como na prática de atividade física ou no levantamento de peso em excesso, a permanência na posição sentada ou deitada por períodos prolongados, dormir em uma posição desconfortável ou o uso de mochila mal ajustada podem levar a ter a dor nas costas. Desse modo, em muitos países desenvolvidos, a dor nas costas virou uma espécie de “epidemia” e é considerada um dos problemas de saúde mais relevantes da sociedade atual, afetando mais de 80% da população em algum momento da vida. Assim, existem terminologias para distinguir as dores em cada região da coluna, como por exemplo, a cervicalgia é quando a dor acomete a região cervical (pescoço), a dorsalgia é quando a dor acomete a região dorsal e a lombalgia é quando a dor acomete a região inferior das costas.

Além disso, a maior parte da população sofre com dores nas costas em algum momento de sua vida. No entanto, o problema não é grave na maioria dos casos. Em grande parte, a dor diminui um mês depois de surgir. Com isso, fisioterapeutas e médicos usam a expressão “bandeiras vermelhas” (tradução do inglês “red flags”) para os sinais e sintomas que podem revelar uma doença grave na coluna ou em outra parte do corpo, como alguns sinais de alerta que são alterações sensoriais e musculares, por exemplo, formigamento nos membros, perda de força, incontinência urinária, perda de peso sem justificativa, ter sofrido uma pancada, sentir dores na região torácica ou ter febre. Por isso, embora a dor nas costas seja geralmente benigna, um profissional de saúde deve ser consultado sempre que houver dúvidas. Enquanto não houver bandeiras vermelhas como citado anteriormente, deve-se manter a calma, já que não há sinais de patologia grave. Entretanto, existem fatores psicossociais, chamados de “bandeiras amarelas”, são essenciais para que a dor acabe se prolongando por muito tempo, ou seja, que ela se torne crônica. Alguns exemplos de bandeiras amarelas são: o indivíduo adotar uma atitude negativa (devemos ter em mente que dor não é necessariamente sinônimo de lesão grave ou incapacidade), parar de fazer atividades físicas por medo de desconforto ou de que o problema se agrave (a chamada cinesiofobia),  pensar que tratamentos passivos são melhores que exercícios e acabar sofrendo também com problemas sociais, familiares ou financeiros que levam a uma tensão muscular excessiva, acarretando em uma dor aguda em alguma região da coluna.

Ademais, após os 50 anos de idade é normal que as pessoas sofram com processos degenerativos na coluna ou alterações nos discos intervertebrais, porém pessoas saudáveis também podem sofrer com isso. O diagnóstico dessas doenças por meio de exames de imagem contribui para a sobremedicação, ou seja, quando os medicamentos são receitados para além do necessário e para o aumento do número de dias de afastamento do trabalho. A associação Internacional para o Estudo da Dor indica que a dor é inespecífica, em que ela não pode ser associada a um problema específico em 85% dos casos. Por isso, as radiografias são mais usadas ​​quando há bandeiras vermelhas. Todavia, a fisioterapia é uma grande aliada para o processo de retroceder as dores nas costas, uma vez que ela oferece múltiplas alternativas, como muitos exercícios que visam melhorar a mobilidade da coluna e alongar os músculos, por exemplo, os músculos extensores da coluna, os isquiotibiais e os iliopsoas. Outros buscam o fortalecimento e o controle adequado da musculatura, principalmente da região central (os chamados músculos do “core”), além da educação postural como medida preventiva. Mas qualquer atividade, desde a mais simples, é benéfica. A ciência indica que caminhar reduz a dor e melhora a qualidade de vida, além de prevenir o comportamento de evitar movimentos como resultado de dor lombar crônica. Além de que, essa é uma das maneiras mais fáceis e acessíveis de se manter ativo. O importante é realizar uma atividade que seja do agrado do paciente e o pior exercício é aquele que nunca é feito.

Portanto, o sedentarismo é um grande inimigo da nossa saúde em geral, em que favorece que as dores na coluna se prolonguem e gerem incapacidade. Sendo assim, a inatividade deve ser devidamente justificada e limitada ao mínimo de tempo possível. Não foi demonstrado que a prática de esportes (recreativos ou competitivos) cause o ressurgimento das dores nas costas. Ao contrário, o esporte favorece que os benefícios do tratamento fisioterapêutico sejam mantidos, desde que regulado em intensidade e duração. Em todo caso, deve-se escolher a atividade adequada e contar com a assessoria de um especialista para que a atividade física seja realizada de forma adequada e benéfica para o praticante. Em suma, a melhor maneira de tratar a dor nas costas é tranquilizar o paciente, insistir em evitar inatividade desnecessária, controlar o excesso de medicação e sair do sedentarismo.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz90zzjg705o

https://bvsms.saude.gov.br/lombalgia-dor-nas-costas/#:~:text=%C3%89%20tamb%C3%A9m%20conhecida%20como%20%E2%80%9Clumbago,pernas%20com%20ou%20sem%20dorm%C3%AAncia.

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Guiné Equatorial detecta surto de Marburg, vírus com alta taxa de mortalidade que preocupa OMS.

Em primeiro lugar, é essencial ressaltar que o vírus de Marburg é o agente causador da febre hemorrágica que teve epidemias conhecidas em 1967 e depois em 1975, 1980,1987,1998, 2004 – 2005, 2007 – 2014 e atualmente em 2023 na Guiné Equatorial. Tanto a doença quanto o vírus estão relacionados com o ebola e têm origem na mesma área geográfica (Uganda e Quénia Ocidental). No entanto, a Guiné Equatorial confirmou no dia 13 de fevereiro o primeiro surto da doença causada pelo vírus marburg em seu território. O país localizado na África Central identificou até o momento 16 casos e nove mortes. Todas elas foram registradas na província de Kie Ntem. Assim, o vírus detectado no país é da mesma família do ebola e tem uma alta taxa de mortalidade, em epidemias anteriores até 88% dos infectados vieram a óbito.

Além disso, o marburg pertence à família dos filovírus (grupo de vírus particularmente mortal para o organismo humano), a mesma do ebola. Ele foi identificado pela primeira vez em 1967, ao causar um surto simultâneo em três cidades europeias: Marburg e Frankfurt, na Alemanha, e Belgrado, na Sérvia. Na época, a investigação mostrou que os indivíduos infectados trabalhavam em laboratórios de pesquisa e tiveram contato com macacos verdes africanos (Cercopithecus aethiops) que foram importados de Uganda para a realização de pesquisas e carregavam o agente microscópico. Posteriormente, descobriu-se que os hospedeiros naturais do vírus eram morcegos frugívoros (que se alimentam de frutos) da espécie Rousettus aegyptiacus. Entretanto, nesses animais, o vírus aparentemente não causa nenhum problema sério a eles. Segundo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o contato com o antígeno acontece por meio da “exposição prolongada a minas ou cavernas habitadas por colônias dessa espécie de morcego”. Quando o vírus “pula” para um ser humano pode acontecer a transmissão direta de uma pessoa para outra. Nesses casos, o marburg se espalha por meio de sangue, secreções e os vários fluidos corporais de um indivíduo infectado. O contato com o patógeno também ocorre por meio de superfícies e materiais que foram utilizados por alguém doente, como talheres ou roupas de cama. Além de morcegos, macacos verdes africanos e seres humanos, o marburg também pode infectar os porcos. Pelo que se sabe até o momento, ele não afeta outros animais domésticos.

Ademais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o tempo de contato com o vírus e o início dos sintomas varia entre 2 e 21 dias. Sendo assim, os incômodos da infecção pelo marburg surgem de forma abrupta, com febre alta, fortes dores de cabeça, na barriga ou nos músculos e mal-estar geral. Num período de sete dias, o paciente apresenta outras manifestações, como vômitos e diarreia. Em muitos casos, há perda de sangue por fezes, urina, saliva, secreções nasais e lesões na pele. Até o presente momento, não existem remédios ou vacinas desenvolvidos especificamente contra o marburg. Mas os testes estão em andamento. Diferentes grupos de pesquisa avaliam o uso de fármacos das classes dos anticorpos monoclonais e dos antivirais como possíveis tratamentos contra essa infecção. Contudo, dois imunizantes aprovados contra o ebola são o Zabdeno (Ad26.ZEBOV) e o Mvabea (MVA-BN-Filo) que também estão sendo estudados atualmente como uma forma de proteger contra o marburg. Até agora, os pacientes infectados recebem o chamado tratamento de suporte, que envolve fazer uma boa hidratação, a fim de repor os fluidos perdidos pela diarreia e pelos vômitos frequentes, e remediar os sintomas que aparecem, como a febre e as dores de cabeça. Segundo a OMS, esse suporte clínico é essencial para diminuir a taxa de mortalidade, assim como sugere também uma série de medidas para evitar o contato com o vírus ou flagrar os surtos logo na origem, como usar equipamentos de proteção ao visitar cavernas habitadas por morcegos e manter redes de monitoramento do surgimento de possíveis novos casos.

Portanto, instituições e especialistas afirmam que não há motivo para pânico no momento, pois o que evita a disseminação desse tipo de doença é a atitude bem coordenada nos locais afetados. Ao atender adequadamente as pessoas e ter o devido cuidado com os pacientes e com os cadáveres de quem faleceu, evita-se que o vírus se espalhe para outras regiões. Porém, é fundamental que as ações complementares de todos os países do mundo, como mapear casos suspeitos ou com histórico de viagem às regiões afetadas pelo vírus, é muito importante para evitar a disseminação do vírus e uma possível epidemia mundial.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn47m9z2mz9o

https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrus_de_Marburg

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Os impactos positivos do sono sobre o rendimento físico, de acordo com a ciência.

Primeiramente, é necessário destacar que o nosso corpo precisa repor suas energias por duas vias primordiais que são por meio da alimentação e principalmente por meio do sono. Dormir bem fortalece o sistema imunológico, libera a produção de hormônios e consolida a memória e ainda possui diversos benefícios como a redução do estresse, melhora o humor e diminui o risco de desenvolver problemas cardiovasculares, já que durante o sono o ritmo cardíaco diminui e faz com que o organismo fique num estado de compensação de energia. Assim, muitos dos melhores atletas do mundo afirmam que o sono é uma parte essencial de sua rotina de treinamento e o segredo para ajudá-los a ter um bom desempenho no esporte, uma vez que o sono desempenha um papel fundamental no metabolismo, no crescimento e na reparação de tecidos como os dos músculos e garante que a memória, o tempo de reação e a tomada de decisões funcionem de maneira ideal.

Além disso, o exercício físico é fundamental para melhorar o condicionamento aeróbico, uma vez que melhora tanto a capacidade aeróbica, como por exemplo, ser capaz de correr ou pedalar mais rápido com uma carga mais pesada, quanto na eficiência, o que significa que o corpo requer menos oxigênio para correr ou pedalar no mesmo ritmo. Um fator que contribui para melhorar a capacidade aeróbica é a função das mitocôndrias no organismo, pois as mitocôndrias são pequenas estruturas dentro das células dos músculos que são responsáveis ​​por gerar a energia que o músculo requer durante a prática da atividade física. Segundo pesquisas realizadas, mostram que dormir mal como apenas de quatro horas por noite durante cinco noites pode reduzir a função das mitocôndrias em pessoas saudáveis. Foi demonstrado também que o treinamento intervalado de alta intensidade alivia essas deficiências no curto prazo durante um período de cinco dias. No entanto, atualmente não está claro como essas deficiências influenciariam as adaptações ao exercício a longo prazo. Por isso, é melhor ter uma boa noite de sono, se um dos objetivos for melhorar a capacidade aeróbica. Contudo, O sono também é importante para desenvolver força nos músculos. O crescimento muscular ocorre quando novas proteínas são adicionadas à estrutura muscular, sendo um processo conhecido como síntese de proteína muscular. Esse processo, é estimulado pelo exercício e pela ingestão de alimentos especificamente proteínas e pode durar pelo menos 24 horas após o treino. Pesquisas relatam que até mesmo poucas noites de sono insuficiente reduzem a resposta da síntese de proteína muscular à ingestão de nutrientes. Isso sugere que dormir mal pode tornar mais difícil para o corpo ganhar massa muscular.

Ademais, os hormônios atuam como mensageiros químicos que contribuem para uma série de funções em todo o corpo, como crescimento e desenvolvimento de tecidos. Sendo assim, os hormônios que estão envolvidos nesses processos de construção podem ser chamados de hormônios anabólicos. Dois hormônios anabólicos essenciais são a testosterona e o hormônio do crescimento, que são liberados durante o sono e também podem ser importantes para a recuperação e adaptação ao exercício físico. Esses hormônios desempenham vários papéis no organismo e estão relacionados a uma melhor composição corporal com menos gordura corporal e mais massa muscular envolvida. Uma quantidade maior de massa muscular e menor de gordura corporal pode ser benéfica para o exercício e para a saúde. Todavia, quando o sono se restringe a apenas cinco horas por noite como por exemplo, em quantidade de sono semelhante à de muitos adultos que trabalham, os níveis de testosterona são reduzidos em homens jovens saudáveis. No entanto, a restrição do sono de duração semelhante também altera a liberação do hormônio do crescimento enquanto dormimos. Embora sejam necessárias mais pesquisas, existe a possibilidade de que esses hormônios desempenhem um papel na mediação da relação entre o sono e o condicionamento físico, devido à sua relação com uma melhor composição corporal.

Portanto, o  sono é claramente importante para o condicionamento físico. Assim, é necessário que se desenvolva uma rotina consistente na hora de dormir, por exemplo, fazer coisas antes de deitar que ajudem a relaxar e desacelerar como ler um livro ou ouvir uma música relaxante. Tomar um banho quente antes de dormir também pode ser benéfico, uma vez que a queda da temperatura corporal subsequente pode ajudar a pegar no sono de maneira mais rápida, como também manter um horário de sono consistente e isso irá ajudar a regular o ciclo sono-vigília, que tem sido associado à melhora da qualidade do sono.

 

Redigido por: Thamires Caldatto.

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgljy78pll1o

https://www.hcor.com.br/imprensa/noticias/dormir-bem-diminui-o-risco-de-infarto/#:~:text=Preven%C3%A7%C3%A3o%20das%20doen%C3%A7as%20cardiovasculares&text=Durante%20o%20sono%2C%20o%20ritmo,mais%20propenso%20a%20problemas%20card%C3%ADacos.

http://hospitalsaomatheus.com.br/blog/sono-saudavel-a-importancia-do-sono-para-a-saude/#:~:text=O%20nosso%20corpo%20precisa%20repor,risco%20de%20desenvolver%20problemas%20cardiovasculares.

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Por que a infecção do trato urinário afeta 50% do público feminino e a forma de tratamento é pouco eficaz.

A priori, é válido ressaltar que a infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de infecção na população em geral. Dessa forma, a doença é mais prevalente no sexo feminino, mas também acomete pacientes do sexo masculino principalmente quando associada à manipulação do trato urinário e à doença prostática. A ITU pode ser classifica quanto à localização em ITU baixa que é a cistite e ITU alta que é a pielonefrite, e quanto à presença de fatores complicadores em ITU não complicada e ITU complicada. A ITU é complicada quando estão presentes alterações estruturais ou funcionais do trato urinário ou quando se desenvolve em ambiente hospitalar. Na ITU não complicada a Escherichia coli que é uma das bactérias que compõem a microbiota intestinal do organismo humano quando se torna patogénica é a bactéria responsável pela maioria das infecções enquanto nas ITUs complicadas o espectro de bactérias envolvido é bem mais amplo incluindo bactérias Gram positivas e Gram negativas e com elevada frequência de organismos multirresistentes. Assim, a infecção do trato urinário é uma causa importante de infecção hospitalar. Em um estudo multicêntrico de prevalência transversal na Turquia, observou-se 16% de infecções do trato urinário, correspondendo à terceira causa de infecção, após pneumonia associada à ventilação mecânica e infecção da corrente sanguínea.

Além disso, o sexo feminino é mais vulnerável do que o sexo masculino para ocorrência de infecção urinária. Mulheres adultas têm 50 vezes mais chances de adquirir ITU do que os homens e 30% das mulheres apresentam ITU sintomática ao longo da vida. Como a principal rota de contaminação do trato urinário é por via ascendente, atribui-se esse fato à menor extensão anatômica da uretra feminina e à maior proximidade entre a vagina e o ânus, sendo uma característica da genitália feminina, acarretando em maior ocorrência de infecção no trato urinário do que o sexo masculino. Embora mais comum em mulheres, a incidência de ITU aumenta entre homens acima de 50 anos de idade. A instrumentação das vias urinárias incluindo-se o cateterismo vesical e a ocorrência de doença prostática são os fatores mais implicados no aumento da incidência no sexo masculino. Entre idosos e em indivíduos hospitalizados, as taxas de ITU também são elevadas pelos fatores citados anteriormente e pela presença de comorbidades que aumentam a susceptibilidade às infecções. Contudo, a ITU é definida pela presença de bactéria na urina. Os sinais e sintomas associados à infecção urinária incluem polaciúria (vontade de urinar com muita frequência, em pequenas quantidades), urgência miccional, disúria (desconforto, dor ou queimação ao urinar), alteração na coloração e no aspecto da urina, com surgimento de urina turva acompanhada de alterações no sedimento urinário, hematúria (presença anormal de sangue na urina) e piúria (evidência de processo inflamatório no sistema gênito urinário). É comum a ocorrência de dor abdominal mais notadamente em topografia do hipogástrio (projeção da bexiga) e no dorso (projeção dos rins) podendo surgir febre.

Ademais, a infecção urinária pode ser sintomática ou assintomática, recebendo na ausência de sintomas a denominação de bacteriúria (presença de bactéria na urina) assintomática. Quanto à localização, é classificada como baixa ou alta. A ITU pode comprometer somente o trato urinário baixo, caracterizando o diagnóstico de cistite, ou afetar simultaneamente o trato urinário inferior e o superior, configurando infecção urinária alta, também denominada de pielonefrite. A ITU baixa (cistite) apresenta-se habitualmente com disúria, urgência miccional, polaciúria, nictúria e dor suprapúbica. A febre nas infecções baixas não é um sintoma usual. O antecedente de episódios prévios de cistite deve sempre  ser  valorizado  na  história clínica. A urina pode se apresentar turva, pela presença de piúria e/ou avermelhada, pela presença de sangue, causada pela presença de litíase (pedras nos rins) e/ou pelo próprio processo inflamatório. A ITU alta (pielonefrite) se inicia habitualmente com quadro de cistite, sendo frequentemente acompanhada de febre elevada, geralmente superior a 38°C, associada a calafrios  e  dor  lombar  uni  ou  bilateral. Febre, calafrios e dor lombar formam a tríade de sintomas característicos da pielonefrite, estando presentes na maioria dos casos. A dor lombar pode se irradiar para o abdômen ou para os flancos ou ainda, para a virilha, situação que sugere  mais  fortemente  a  presença de litíase renal associada. Os sintomas gerais de um processo infeccioso agudo podem também estar presentes, e sua intensidade é diretamente proporcional à gravidade da pielonefrite. As infecções do trato urinário podem ser complicadas ou não complicadas, as primeiras têm maior risco de falha terapêutica e são associadas a fatores que favorecem a ocorrência da infecção. A infecção urinária é complicada quando ocorre em um aparelho urinário com alterações estruturais ou funcionais ou quando se desenvolve em ambiente hospitalar. Habitualmente, as cistites são infecções não complicadas enquanto as pielonefrites, ao contrário, são mais frequentemente complicadas, pois em geral resultam da ascensão de microrganismos do trato urinário inferior e estão frequentemente associadas à presença de fatores complicadores. Um paciente é considerado portador de ITU de repetição quando acometido por 3 ou  mais  episódios  de  ITU  no  período  de doze  meses.

Portanto, o diagnóstico de ITU baseia-se na presença de bacteriúria associada aos sinais e sintomas que denotem inflamação de segmentos do trato urinário. O tratamento e a escolha da terapia antimicrobiana para a ITU varia de acordo com a apresentação da infecção, hospedeiro e agente.  Estratégias envolvendo diferentes esquemas terapêuticos de acordo com grupos específicos de pacientes maximizam os benefícios terapêuticos, além de reduzir os custos, as incidências de efeitos adversos e o surgimento de microrganismos resistentes. Entretanto, uma das principais razões para a duração limitada do tratamento é a preocupação com a resistência antimicrobiana, em que as bactérias e outros micro-organismos desenvolvem formas de sobreviver aos remédios utilizados para tratar a infecção.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/166/167

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g49llg8qwo

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Como reforçar de maneira natural o magnésio do corpo e por que ele é importante.

Primeiramente, é necessário destacar que o magnésio desempenha diversas funções metabólicas que são de suma importância para o organismo humano funcionar, como por exemplo, muitas enzimas que são moléculas orgânicas de natureza proteica servem como catalisadoras nas reações químicas das células, ou seja, elas têm como objetivo acelerar a velocidade dos processos metabólicos do corpo e necessitam do magnésio para que sua função seja realizada de forma correta. Assim, muitas pessoas afirmam que sintomas como dificuldades para dormir, tensão muscular e baixa energia são sinais de deficiência de magnésio e ratificam o uso oral de suplementos, a fim de complementá-lo no corpo. No entanto, uma parcela da sociedade acaba tendo uma falta de magnésio no organismo devido a não ingestão da quantidade recomendada do mineral para atender às necessidades do corpo. Sendo assim, o magnésio é um dos muitos micronutrientes necessários para que a função orgânica e metabólica do organismo permaneça saudável, acarretando no funcionamento ativo das reações metabólicas que ocorrem nas células do corpo.

Além disso, o magnésio é fundamental para ajudar mais de 300 enzimas a realizarem inúmeros processos químicos do corpo, que incluem a produção de proteínas, o fortalecimento dos ossos, o controle do nível de açúcar no sangue e da pressão sanguínea e a manutenção da saúde dos nervos e dos músculos. O magnésio também age como condutor elétrico, que ajuda nos batimentos cardíacos e na contração dos músculos. Considerando a importância do mineral para o corpo, caso o indivíduo não esteja ingerindo o magnésio em quantidade suficiente, pode eventualmente ter uma série de problemas de saúde. Contudo, ainda que a maioria das pessoas provavelmente apresente alguma deficiência de magnésio, isso não significa que ela deva precisar buscar suplementos para garantir a ingestão do mineral em quantidade suficiente. Na verdade, com o planejamento correto, a maioria das pessoas podem conseguir todo o magnésio necessário através da alimentação, porém em certos grupos de pessoas consideradas de risco podem precisar tomar suplementos de magnésio. Todavia, a maior parte dos indivíduos com deficiência de magnésio não recebem diagnóstico, já que os níveis do mineral no sangue não refletem com precisão qual a quantidade do magnésio realmente armazenada nas nossas células. Entretanto, os sinais que surgem quando os níveis do mineral estão abaixo do normal só ficam óbvios quando surge a deficiência. Os sintomas incluem fraqueza, perda de apetite, fadiga, náuseas e vômitos. Mas os sintomas e sua gravidade dependerão apenas do nível de magnésio no corpo. Quando não é diagnosticada, a deficiência de magnésio é associada ao aumento do risco de certas doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes do tipo 2, enxaqueca e Alzheimer. Embora, qualquer pessoa possa desenvolver deficiência de magnésio, certos grupos estão em maior risco do que outros, incluindo crianças e adolescentes, pessoas mais idosas e mulheres após a menopausa.

Ademais, condições como doenças celíacas e doença intestinal, que dificultam a absorção de nutrientes pelo corpo, podem tornar a pessoa mais propensa à deficiência de magnésio, mesmo com alimentação saudável. Além de que pessoas com diabetes do tipo 2 e indivíduos alcoólicos também têm maior propensão a ter baixos níveis do mineral. Assim como, pessoas que se encontram em risco de deficiência de magnésio devido a doenças crônicas, uso de medicamentos como diuréticos e antibióticos, que reduzem os níveis do mineral e também o consumo excessivo de alimentos com alto teor calórico podem ter a deficiência do magnésio também. Dessa forma, a quantidade recomendada de magnésio que uma pessoa deve procurar consumir diariamente depende da sua idade e das condições de saúde. Mas, de forma geral, homens com 19 a 51 anos de idade devem consumir 400 a 420 por dia, enquanto as mulheres, em geral, devem buscar 310 a 320 mg.  As frutas, os legumes e as verduras agora contêm menos magnésio do que tinham 50 anos atrás e o processamento retira cerca de 80% do mineral dos alimentos. Mas ainda é possível conseguir na alimentação todo o magnésio de que o nosso corpo necessita, se planejado cuidadosamente. Alimentos como nozes, sementes, grãos integrais, feijão, verduras folhosas como couve ou brócolis, leite, iogurte e alimentos fortificados contêm bastante magnésio. Apenas 28 gramas de amêndoas já contêm 20% das necessidades diárias de magnésio dos adultos. No entanto, a maior parte das pessoas podem adquirir todo o magnésio necessário por meio da ingestão desses alimentos que contenham o mineral, mas existem certos grupos de pessoas como os adultos mais idosos e os portadores de determinadas condições de saúde que podem precisar de suplementos de magnésio. Mas é importante falar com o médico especializado antes de começar a suplementação. Os suplementos de magnésio são seguros quando tomados nas suas doses indicadas, mas é importante tomar apenas a quantidade recomendada. A ingestão de suplementos em excesso pode causar efeitos colaterais, que incluem diarreia, baixa disposição e baixa pressão sanguínea. Também é fundamental que os portadores de doenças renais não façam uso de suplementos, a menos que tenham sido receitados pelo médico. O magnésio também pode afetar a eficácia de diversas medicações, incluindo alguns antibióticos comuns, diuréticos e remédios para o coração, além de antiácidos e laxantes vendidos livremente nas farmácias. Por isso, é importante consultar o médico antes de começar a tomar suplementos do mineral.

Portanto, os suplementos de magnésio não são uma solução imediata. Às vezes, eles podem ser necessários, mas não tratarão das verdadeiras causas da deficiência, como certas condições de saúde que podem contribuir para os baixos níveis do mineral. Por isso, é importante esforçar-se para manter um estilo de vida saudável, que inclui exercícios, bom sono e alimentação balanceada. Sem mencionar que as vitaminas e os sais minerais são mais bem absorvidos pelo corpo quando vêm de alimentos integrais.

 

Redigido por: Thamires Caldatto.

 

FONTES:

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g3kqpy204o

https://www.stoodi.com.br/blog/quimica/enzimas/#:~:text=Acompanhe!-,O%20que%20s%C3%A3o%20enzimas%3F,alterar%20sua%20composi%C3%A7%C3%A3o%20e%20resultados.

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O que é inflamação e por que às vezes em certas circunstâncias ela é perigosa.

A priori, é válido ressaltar que a inflamação é uma resposta imunológica do organismo humano frente à uma infecção ou à uma lesão tecidual que ocorre para erradicar microrganismos ou agentes irritantes, a fim de potenciar a reparação tecidual. Assim como, pode não ser causada por doenças subjacentes. Algumas causas comuns incluem lesões como entorses e distensões, desgaste excessivo ou picadas de insetos. Dessa maneira, as inflamações costumam ser associadas à dor de uma lesão ou às muitas doenças que ela pode causar, mas elas são parte importante da reação imunológica normal. Os problemas surgem quando essa função que normalmente é útil reage de forma excessiva ou por tempo demais, acarretando problemas para o organismo do paciente.

Além disso, o termo inflamação designa todas as atividades do sistema imunológico que ocorrem quando o corpo está tentando combater infecções reais ou potenciais, eliminando moléculas tóxicas ou recuperando as lesões teciduais causadas pelos microrganismos. Assim, existem cinco sinais físicos clássicos da inflamação aguda que são: calor, dor, vermelhidão, inchaço e perda da função. As inflamações fracas podem nem mesmo produzir sintomas perceptíveis, mas o processo celular subjacente é o mesmo. Todavia, um exemplo clássico que se pode analisar totalmente a inflamação é no caso de uma picada de abelha, em que o sistema imunológico age como se fosse uma brigada militar com uma ampla variedade de armas no seu arsenal que no caso são os nossos glóbulos brancos que agem como um sistema de defesa no corpo. Por conseguinte, depois de detectar as toxinas, as bactérias e a lesão física causada pela picada, o sistema imunológico envia diversos tipos de células imunológicas para o local atacado pela abelha. Estas incluem as células T, células B, macrófagos, neutrófilos e entre outras. As células B produzem “antibióticos” a partir do organismo da pessoa e esses “anticorpos” podem matar as bactérias do local onde ocorreu a picada e neutralizar as toxinas liberadas por ela. Já os macrófagos e neutrófilos envolvem as bactérias e as destroem. E por fim, as células T não produzem anticorpos, mas matarão as células infectadas por vírus para evitar a difusão viral. Contudo, essas células imunológicas produzem centenas de tipos de moléculas denominadas citocinas também conhecidas como mediadores químicos, que ajudam a combater ameaças e reparar danos do corpo. Mas, como em um ataque militar, as inflamações trazem efeitos colaterais. Os mediadores que ajudam a matar as bactérias também matam as células saudáveis, no qual, outras moléculas mediadoras similares causam vazamento dos vasos sanguíneos, gerando acúmulo de fluidos e o fluxo de mais células imunológicas. Esses danos colaterais são o motivo do desenvolvimento de inchaços, vermelhidão e dores em volta de uma picada de abelha ou de uma injeção por exemplo. Quando o sistema imunológico elimina uma infecção ou invasor externo seja a toxina em uma picada de abelha ou uma substância do ambiente, diferentes partes da reação inflamatória assumem e ajudam a reparar o tecido lesionado. E depois de alguns dias, o corpo irá neutralizar o veneno da picada, eliminar eventuais bactérias invasoras e curar qualquer tecido que tenha sido afetado.

Ademais, a inflamação pode ser causa de doenças. Sendo assim, ela é fundamental para combater infecções e reparar tecidos lesionados. Porém, quando a inflamação ocorre pelos motivos errados ou se torna crônica, o dano causado pode ser perigoso. As alergias, por exemplo, desenvolvem-se quando, por erro, o sistema imunológico reconhece substâncias inócuas como pólen ou amendoins como se fossem perigosas. O dano pode ser pequeno, como coceira na pele, mas pode se tornar perigoso caso a garganta venha se fechar, dificultando a respiração e a passagem do ar. No entanto, inflamações crônicas lesionam os tecidos ao longo do tempo e podem gerar diversos distúrbios clínicos não infecciosos, incluindo doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer. O sistema imunológico, às vezes, pode considerar que os próprios órgãos e tecidos do indivíduo são invasores, gerando inflamações em todo o corpo ou em regiões específicas. Essa inflamação autodirecionada é o que causa os sintomas de doenças autoimunes, como lúpus e artrite. Outra causa de inflamação crônica que pesquisadores estudam atualmente são as falhas dos mecanismos que combatem as inflamações depois que o corpo limpa a infecção.

Portanto, ainda há muito a ser aprendido e estudado de forma mais precisa sobre o que causa formas prejudiciais de inflamação propriamente dita, mas ter alimentação saudável e evitar o estresse podem ser de grande ajuda para manter o delicado equilíbrio entre uma reação imunológica forte e inflamações crônicas prejudiciais segundo especialistas.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-63901846

https://www.unifesp.br/reitoria/propgpq/pesquisa/pesquisa/temas-transversais/inflamacao

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Câncer de pele: como identificar se pintas, manchas, verrugas e outros sinais podem indicar a doença.

A priori, é necessário ressaltar que o câncer de pele é uma doença que ocorre devido ao crescimento anormal das células da epiderme que é a camada mais superficial da pele que entra em contato com o ambiente, em que se multiplicam repetidamente até formarem um tumor maligno. O câncer de pele é uma doença que tem cura, se descoberto logo no início através do diagnóstico específico de um médico dermatologista. Contudo, o sol é importante para nossa saúde, mas é preciso ter cuidado com o excesso, já que a exposição excessiva aos raios UV (ultravioleta) atingem as camadas mais profundas da pele que chegam diretamente pelos raios solares, podendo danificar as células da epiderme, sendo a principal causa do câncer de pele que é uma doença que atinge milhares de brasileiros todos os anos.

Além disso, ter o conhecimento de como saber identificar possíveis sinais dos diferentes tipos de câncer de pele e como se proteger da doença, é fundamental em um país como o Brasil, onde o índice para os raios UV é de 11, sendo um nível considerado muito alto e que oferece maior risco para o câncer de pele. Juntos, o câncer de pele não-melanoma e o melanoma representam 34% dos diagnósticos de câncer no país, com cerca de 193 mil casos por ano, segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Desse modo, quanto mais cedo a doença é descoberta, especialmente nos casos de melanoma, o tipo mais agressivo, maior a chance de sucesso no tratamento. Todavia, o câncer de pele não-melanoma é o tumor maligno mais incidente no Brasil. Ele pode ser classificado em carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente, com crescimento normalmente mais lento, e que costuma se manifestar pelo aparecimento de uma lesão em forma de nódulo rosa na pele exposta do rosto, pescoço e couro cabeludo. Já no carcinoma espinocelular, mais comuns em homens, ocorre a formação de um nódulo que cresce rapidamente com ulceração, ou seja, uma ferida de difícil cicatrização mesmo quatro semanas após o aparecimento. Ambos os tipos de câncer estão relacionados à alta exposição dos raios solares e devem ser prevenidos com protetor solar e com consultas frequentes ao dermatologista, a fim de detectar o câncer de pele na sua fase inicial. No entanto, o chamado câncer de pele do tipo melanoma, apesar de considerado como sendo de baixa incidência estima-se que 8.450 novos casos são diagnosticados por ano no Brasil, cerca de 3% dos cânceres de pele, ele é o mais agressivo e requer atenção redobrada.

Ademais, os melanomas são neoplasias malignas de melanócitos, que são células pigmentadas localizadas na camada da epiderme, sendo responsável pela renovação dela. Com isso, o aparecimento do melanoma também está relacionado à exposição solar e o tumor tem potencial de metástase (quando células cancerígenas se espalham para outros órgãos do corpo). Isso se deve, às células cancerosas possuírem um potencial ilimitado de replicação, além de capacidade de invasão tecidual e evasão do sistema imune. São geralmente os casos que se iniciam com o aparecimento de pintas escuras na pele, que apresentam modificações ao longo do tempo. Um jeito de identificar se uma pinta ou mancha pode representar algum perigo é utilizar a escala do ABCDE que é: A de assimetria (se dividir a pinta em quatro partes, elas não são iguais), B de bordas irregulares, C de cores, que avalia a variação da coloração, D de diâmetro (a pinta é maior do que seis milímetros) e E de evolução (mudança no padrão de cor, crescimento, coceira e sangramento). Entretanto, os melanomas são mais comuns no dorso dos homens e nas pernas das mulheres. Pacientes negros e asiáticos tem uma localização mais comum nos pés e nas mãos, que se chama de melanoma acral. Dessa maneira, o principal fator de risco para o câncer de pele, tanto melanoma quanto não-melanoma, é a radiação ultravioleta. Essa luz causa um dano direto no DNA celular e induz ao estresse oxidativo, resultando em mutações gênicas que desencadeiam o câncer de pele. Além da radiação ultravioleta, a história familiar e a presença de múltiplas pintas também são fatores de risco. Pacientes transplantados apresentam maior risco de desenvolver câncer de pele, pois utilizam medicações que interferem na imunidade que são imunossupressores. Por conseguinte, o diagnóstico é feito pela própria pessoa em paralelo ao profissional de saúde, em que a observação regular das pintas do nosso corpo permite identificar novos sinais ou mudanças previamente não existentes. Atualmente, existe um aparelho chamado dermatoscópio que permite avaliar as pintas com mais detalhes e em grande aumento, complementando a avaliação da inspeção da pele. Quando há dúvida, ainda existe um outro exame chamado microscopia confocal, que permite a obtenção de imagens de alta resolução e de aspectos microscópicos, como se fosse uma biopsia ótica sem a necessidade de um procedimento invasivo como um corte por exemplo. Além do mais, possui como opção também um mapeamento corporal com dermatoscopia, uma técnica que avalia cada pinta individualmente com registro das imagens e permite o acompanhamento dos sinais para observar possíveis mudanças. Esse exame é muito útil para pacientes que apresentam múltiplas pintas e principalmente os que já tiveram antecedentes de melanoma.

Assim, as opções de tratamento ocorrem quando o câncer é descoberto em fase inicial, a indicação é que seja realizada a ressecção cirúrgica das lesões por um dermatologista habilitado para que seja feita uma abordagem adequada nas margens ao redor do tumor, sem deixar partes que podem ser nocivas. Isso vale tanto para os casos de câncer de pele como o melanoma, assim como para os casos de não-melanoma também. A cirurgia de fato é capaz de resolver a maioria dos casos, fazendo com que quaisquer outros tratamentos complementares sejam raramente necessários. Se a doença apresentar um estágio, subtipo, ou extensão mais grave, o especialista conta que outras condutas de tratamentos podem ser empregadas. Em casos mais avançados e com metástase, especificamente de melanoma, a imunoterapia é utilizada como um tratamento com medicação que ativa o sistema imunológico para que ele se torne capaz de combater as células malignas e que tem provado ser uma alternativa com bons resultados para a qualidade de vida e bem estar dos pacientes com a doença.

Portanto, o sol é importante para a saúde, mas é preciso ter cuidado com o excesso. Quando seus raios ultravioletas (tipo B) atingem as camadas mais profundas da pele, podem alterar suas células e provocar envelhecimento precoce, lesões nos olhos e até câncer de pele. Alguns cuidados são necessários, principalmente para aqueles que trabalham ao ar livre. Por isso, é fundamental que se faça o uso de filtro solar, sendo necessário reaplica-lo a cada duas horas, mesmo os filtros solares “a prova d’água” devem ser reaplicados também, pois usar o protetor solar apenas uma vez durante todo o dia não protege por longos períodos. Além de evitar a exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h e usar sempre proteção adequada, como bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros, barraca e filtro solar com fator mínimo de proteção 15.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://bvsms.saude.gov.br/cancer-de-pele/

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63891835

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