
Primeiramente, é fundamental salientar que as pessoas que aprendem uma segunda língua desenvolvem mentes mais fortes e a sua massa cinza cerebral expande significativamente, aumentando assim a capacidade cognitiva do indivíduo. Sendo assim, os benefícios de aprender um novo idioma também são de longo prazo, pois saber várias línguas pode retardar algumas doenças mentais. De acordo com um estudo realizado com 184 pacientes idosos na Canadian Memory Clinic, a idade média dos pacientes bilíngues que desenvolveram demência foi de 75 anos de idade, enquanto os pacientes que falavam apenas um idioma desenvolveram a doença aos 71 anos de idade. De acordo com estes resultados, a estrutura do cérebro humano é alterada pela experiência da aquisição de um idioma, e tem mostrado que as pessoas que estudaram uma língua estrangeira podem encontrar mais soluções para um mesmo problema. Assim, as pessoas que falam duas línguas têm maior agilidade mental, maior capacidade de armazenamento e processamento de informações, sendo capazes de superar de maneira criativa os obstáculos cerebrais.
Além disso, na comunicação natural raramente as pessoas esperam ouvir a palavra completa para começar a planejar o que dizer em resposta. Assim que ouvimos os primeiros sons de uma palavra, nosso cérebro usa aquela informação e, em conjunto com outras indicações como a frequência, o contexto e a experiência, preenche as lacunas, selecionando uma extensa lista de possíveis palavras para prever qual é a expressão pretendida. Desse modo, um novo estudo, publicado na revista Science Advances, revelou que, quando o assunto é memória, as pessoas bilíngues, na verdade, podem ser privilegiadas, pois os idiomas das pessoas bilíngues são interconectados. O mesmo aparelho neural que processa a nossa língua principal também processa o segundo idioma. Por isso, é fácil observar que, quando ouvimos os primeiros sons de uma palavra, possíveis palavras são ativadas, não apenas em um dos idiomas, mas também no outro. Com isso, quando ouvimos os sons “k” e “l”, por exemplo, uma pessoa bilíngue que fale inglês e espanhol irá ativar automaticamente as palavras “clock” (“relógio”, em inglês) e “clavo” (“prego”, em espanhol). Isso significa que a pessoa bilíngue tem mais trabalho para selecionar e definir o termo correto, simplesmente porque existem mais palavras para serem selecionadas até atingir o objetivo. Por esta razão, não é surpresa que os bilíngues normalmente levem mais tempo para reconhecer ou recuperar palavras em experimentos linguísticos e psicológicos.
Ademais, diferentemente do senso comum, os benefícios de aprender uma nova língua além da língua materna vão além da possibilidade de comunicação em um outro idioma, diferencial valorizado ao se buscar um emprego ou vivências fora do país. O aprendizado de um segundo, terceiro ou mais idiomas impactam, praticamente, todas as fases da vida, incluindo a saúde mental, e evita neurodegenerações, e pode retardar o aparecimento dos sintomas do Alzheimer. Contudo, o cérebro é como um músculo, que precisa ser exercitado. Aprender e praticar um outro idioma é um treino, uma estimulação cognitiva que ativa regiões e circuitarias cerebrais envolvidas, exercitando, fortalecendo, propiciando o crescimento e a reorganização das redes neurais, produzindo neurônios e novas sinapses. Assim, a chamada neuroplasticidade é um ponto importante a ser observado quando se aprende e pratica uma segunda língua, criando uma reserva neurocognitiva que minimiza as perdas que ocorrem por processos neurodegenerativos, ou seja, a neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de aprender e se reprogramar. Essa competência está presente nas células nervosas e permite que todo o sistema nervoso consiga se adaptar a determinadas situações, como traumas e lesões. Dessa maneira, aprender um novo idioma intensifica o processo de neuroplasticidade do cérebro permitindo assim que ele possa reorganizar suas conexões, quando exposto a estímulos sensoriais diferentes, como por exemplo, mudanças de padrão, fatores ambientais e danos sofridos em sua estrutura funcional.
Portanto, quando aprendemos um novo idioma, estamos treinando o cérebro e ativando centros de linguagem, o que estimula nossa capacidade cerebral. Por conta desses estímulos, beneficiamos as funcionalidades cognitivas e, com isso, é possível até mesmo prevenir ou retardar o aparecimento de doenças como o Alzheimer e a demência.
Redigido por: Thamires Caldatto
FONTES:
Buscamos sempre proporcionar qualidade de vida a todos os pacientes
A FABSIL HOME CARE se preocupa em prestar o melhor serviço de atendimento domiciliar visando à recuperação e qualidade de vida dos nossos pacientes
Copyright © 2022 Fabsil Home Care Todos os direitos reservados.