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Categoria: Saúde

Asma: 10 coisas que você precisa saber para conviver melhor com a doença respiratória.

A priori, é imporante abordar que a asma brônquica, ou simplesmente “asma”, é uma doença crônica que provoca inflamação e consequente estreitamento dos brônquios, dificultando a passagem do ar. Ela pode decorrer de características herdadas, mas isso não significa que o filho de uma pessoa asmática necessariamente terá a doença. O estreitamento brônquico, que pode regredir espontaneamente ou por meio de medicação, algumas vezes coloca em risco a vida do paciente. Em regra, a asma pode ser controlada com tratamento e a prática de medidas preventivas adequadas. O acompanhamento médico é sempre essencial para isso. Sendo assim, a asma pode atingir pessoas de todas as idades e raças. Estima-se que afete cerca de 10% das crianças e 6% dos adultos, mas sua incidência vem aumentando em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Rede Global de Asma, até 334 milhões de pessoas podem estar sofrendo de asma em todo o mundo. No Brasil, o SUS registrou 1,3 milhão de atendimentos a pacientes com asma na Atenção Primária à Saúde. Com isso, o Ministério da Saúde brasileiro estima que 23,2% da população viva com a doença, e a incidência varia de 19,8% a 24,9% entre as regiões do país.

Além disso, a asma é uma doença respiratória crônica caracterizada por dificuldades respiratórias e “chiado” no peito. Ela é causada pela inflamação e contração dos músculos ao redor das vias respiratórias, tornando a respiração mais difícil. A asma não tem cura, mas pode ser controlada por meio de tratamento e prática de medidas preventivas adequadas. Na verdade, a asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores, ou seja, brônquicas, que é definida pela presença de sintomas respiratórios. Além da dificuldade respiratória e do chiado, ela também pode se manifestar como tosse seca ou sensação de aperto no peito. Geralmente, eles são mais frequentes à noite ou de manhã cedo. Todavia, vários fatores podem desencadear ou agravar os sintomas da asma. A predisposição genética à alergia combinada com fatores ambientais externos são frequentemente gatilhos para crises da doença. A inalação de vapores irritativos ou fumaça pode causar desconforto respiratório ou uma crise em uma pessoa com asma. Algumas fumaças são particularmente prejudiciais, como a fumaça do tabaco, que contém muitas substâncias irritantes que podem agravar a inflamação das vias aéreas e desencadear uma crise de asma intensa. Além de que, a exposição prolongada a substâncias alergênicas, como pólen, ácaros, poeira, pelos de animais, mofo, aerossóis domésticos, solventes e certos perfumes, também pode desencadear uma crise asmática. É importante saber que a asma é uma doença multifatorial em que vários fatores estão envolvidos nas manifestações da doença. Há um componente genético, mesmo que a asma não seja sempre hereditária. E há principalmente fatores ambientais, como infecções virais, poluição do ar e exposição a alérgenos. Sendo assim, as pessoas que sofrem de asma estão entre as mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, que afetam a saúde respiratória das pessoas em risco de várias maneiras. Elas influenciam a saúde das vias respiratórias, uma vez que os pulmões estão diretamente expostos ao mundo exterior e são os primeiros a enfrentar todo tipo de irritação que vem conjuntamente com o ar. De acordo com especialistas, as crises de asma são frequentemente desencadeadas por poluentes e alérgenos, como pólen, emissões de escapamento (poluição do tráfego), poluição do ar (como a causada por incêndios florestais), ondas de calor, incêndios florestais, tempestades de poeira, inundações e aumento da umidade. Todos esses elementos causam uma hiperreatividade, pois as vias aéreas dos asmáticos são hiper-reativas, o que as torna sensíveis a esses fatores agressivos que afetam a mucosa brônquica, e a reação subsequente é o broncoespasmo ou tosse devido a diferentes fenômenos inflamatórios. A asma afeta pessoas de todas as idades, mas é mais comum em indivíduos mais jovens. Embora fatores genéticos contribuam, a transmissão da asma dos pais para os filhos não é sistemática. E não exista um perfil típico de pessoas que podem desenvolver asma, algumas pessoas têm maior probabilidade de desenvolvê-la. Isso inclui pessoas com histórico familiar de asma, rinite alérgica ou eczema, nascidos prematuramente, crianças que tiveram infecções respiratórias graves e frequentes como pneumonia, infecção por rinovírus, vírus sincicial respiratório, etc.

Ademais, a sinusite crônica está frequentemente associada à asma, mas, ao contrário da asma, que afeta os pulmões, a sinusite afeta os seios nasais presentes na face. Ela está presente na maioria dos pacientes com sintomas de asma. A associação frequente de asma e sinusite se deve ao fato de que as pessoas com asma alérgica têm um risco maior de desenvolver sinusite devido à maior sensibilidade de sua mucosa respiratória. A sinusite é, na verdade, uma inflamação das vias aéreas superiores, e os seios nasais são específicos, mas há uma correlação. Existe uma semelhança entre a mucosa nasossinusal e brônquica. Nem todas as asmas estão associadas a sinusite, mas quando a pessoa tem sinusite, é importante tratá-la, porque a longo prazo, como é a mesma mucosa, a inflamação pode se espalhar das vias aéreas superiores para as inferiores, brônquicas, e se transformar em asma. É importante entender que a melhor abordagem para o tratamento da asma é a prevenção, que começa com a educação do paciente. Para evitar crises de asma, é desaconselhável para os pacientes fumarem ou frequentarem locais com fumaça, se expor a fatores que podem desencadear ou agravar a doença, e usar produtos irritantes para as vias respiratórias, como tintas, colas e produtos de limpeza. Se a evitação dos fatores desencadeantes não for suficiente para manter um controle adequado dos sintomas, é recomendado que as pessoas com asma utilizem corticosteroides inalados, que tratam a inflamação persistente das vias respiratórias. No entanto, a asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, o que significa que é necessário considerar um tratamento de base e um acompanhamento regular. Antes de tudo, é importante educar o paciente. A educação do paciente, segundo especialista, envolve conscientizá-lo sobre a doença, como prevenir as crises, que são episódios de piora e exacerbação da doença. Contudo, é possível conciliar a doença com a prática regular de atividades esportivas. O esporte contribui para a aquisição de um bom condicionamento muscular e melhora o gerenciamento do estresse em pessoas com asma. O esporte é uma das pedras angulares do tratamento. Existem atletas e campeões que têm asma, uma vez que a chave está em gerenciar bem a asma brôquinca. Além disso, os medicamentos para a asma não são considerados substâncias dopantes. A natação, a hidroginástica, o ciclismo e a caminhada em ritmo acelerado são benéficos para pessoas com asma. No entanto, a corrida, especialmente a corrida de resistência, e especialmente em condições de frio, pode desencadear crise asmática. Para evitá-las, a pessoa com asma deve usar um broncodilatador de 10 a 15 minutos antes da corrida e fazer um aquecimento adequado. As atividades físicas devem ser personalizadas e adaptadas de acordo com a idade e a capacidade respiratória de cada paciente. Pessoas com sintomas de asma devem consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer atividade esportiva. Além de que, existem crises agudas graves de asma, que são espontaneamente graves e requerem a internação do paciente em uma unidade de terapia intensiva. Muitas vezes, isso acontece com pessoas que interromperam o tratamento sem orientação médica e que estão passando por um contexto psicológico específico, porque as crises graves de asma também têm uma componente psicogênica, especialmente entre adolescentes e jovens. Além disso, segundo especialista apesar de todas as opções terapêuticas disponíveis, não podemos esquecer que às vezes há erros de diagnóstico e superdiagnóstico de asma. Alguns pacientes podem morrer do chamado de “asma equivalente”, especialmente os idosos que têm o chamado “asma cardíaca pseudo-asma”. Às vezes, diz-se que eles morreram de asma, quando na verdade morreram de outra doença que se assemelha à asma, especialmente entre os idosos. A asma pode ser uma doença grave, mas com o tratamento adequado, é possível controlá-la. Uma asma mal controlada pode causar sintomas irreversíveis e levar a uma crise ou insuficiência respiratória potencialmente fatal. Durante uma crise, a abertura das vias respiratórias é reduzida devido a uma reação inflamatória significativa e à contração dos músculos das paredes das vias respiratórias. A respiração normal se torna quase impossível para o paciente. Embora as crises possam ser eficazmente controladas com medicamentos, elas são potencialmente perigosas, especialmente em pessoas vulneráveis, como crianças pequenas, idosos ou aqueles com infecções respiratórias agudas ou crônicas.

Portanto, viver com a asma é um desafio, mas não é impossível, desde que algumas regras diárias sejam seguidas. Adotar um estilo de vida saudável, evitar fatores desencadeantes e seguir o tratamento adequado passado pelo médico especialista permite controlar a doença e levar uma vida plena e ativa, praticamente sem sintomas.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4j4y3e8kgo

https://www.einstein.br/doencas-sintomas/asma

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As doenças que podem aumentar no país com as mudanças climáticas.

Primeiramente, é necessário abordar que as mudanças climáticas que vem ocorrendo atualmente aumentam o risco do surgimento de novas pandemias e doenças infecciosas na população em geral, podendo notar esse impacto no aumento da temperatura do planeta, por exemplo, que é responsável por processos de hipertermia, ou seja, quando o corpo apresenta um aumento acentuado de temperatura. O maior volume de chuvas e desastres também é outra condição que eleva o risco das doenças infectocontagiosas, como leptospirose, hepatites, dengue, chikungunya e zika. Além disso, entre os principais fatores que podem influenciar a saúde humana estão os extremos de temperatura e umidade. Ondas de calor e frio podem ficar mais intensas e afetar diversos sistemas do nosso organismo. É comum a associação do frio com o desenvolvimento de doenças respiratórias. No entanto, o sistema circulatório também pode ser prejudicado, já que as ondas de frio podem prejudicar a saúde de pessoas propensas a doenças do coração, em que o desconforto térmico aumenta a probabilidade de piora do quadro, pois no frio a tendência natural do corpo é encolher. Com isso, ocorre a vasoconstrição e como os pacientes cardiovasculares geralmente apresentam os vasos sanguíneos já preenchidos por gordura, nessa condição, o coração precisa forçar muito mais o bombeamento de sangue e por isso bate mais rapidamente.

Além disso, dizer que o dia está mais quente ou que as chuvas estão mais fortes deve se tornar algo mais comum nos próximos anos no Brasil, por conta das mudanças climáticas. E, segundo pesquisadores, a forte desigualdade social existente no país deve ter impacto direto sobre quem mais sofrerá com os efeitos das mudanças climáticas na saúde pública seja pelo surgimento de novas doenças ou pelo crescimento do número de casos de arboviroses que são doenças transmitidas principalmente por mosquitos já conhecidos, como a dengue, a malária e a febre amarela. Cassia Lemos, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é uma das brasileiras que tem se dedicado a prever como as mudanças climáticas devem impactar o sistema de saúde do Brasil. A articuladora da AdaptaBrasil, plataforma que mostra os potenciais riscos das mudanças climáticas no país em diversas áreas, afirma que estudos já mostram que as doenças que mais devem aumentar com as mudanças climáticas são as arboviroses. Além da dengue, que já é um problema, as novas projeções mostram que a malária deve se alastrar ainda mais pela região Norte e atingir de forma intensa o litoral do Nordeste até 2050. As projeções da plataforma criada pelo governo federal, em parceria com instituições de ensino de pesquisa do Brasil, também apontam para o aumento de casos de leishmaniose tegumentar americana e leishmaniose visceral. Para chegar às previsões, os pesquisadores analisaram o perfil epidemiológico das infecções, as especificidades de cada doença e dados sobre o desenrolar da condição de saúde, como por exemplo, hospitalização ou morte. Em seguida, foram considerados os aspectos socioeconômicos e demográficos de cada município, a organização e a qualidade do sistema de saúde em escala municipal para responder às demandas sanitárias pelas doenças e para promover a vigilância e controle dos vetores. Com isso, percebe-se que não é somente o aumento de temperatura ou eventos climáticos extremos que irão causar as doenças, mas as próprias características socioecológicas da população brasileira devem favorecer a proliferação dessas patologias também.

Ademais, para Leandro Gurgel, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), outro fato que devem contribuir para que as arboviroses sejam um problema maior no futuro é que os mosquitos e pernilongos levam ao “pé da letra” a Teoria de Seleção Natural de Charles Darwin, em que todos nós temos um limite de tolerância de temperatura, seja superior ou inferior, mas o que tem sido notado é que os vetores se adaptam cada vez melhor a esses extremos climáticos. Isso os torna um problema cada vez maior para a saúde pública do mundo, pois os mosquitos estão se tornando cada vez mais resistentes, e possuindo mais exemplares e consequentemente conseguem atingir mais pessoas transmitindo as doenças.  Como exemplo, o pesquisador da Fiocruz cita a capacidade de reprodução do Aedes aegypti um dos vetores mais conhecidos dos brasileiros por transmitir a dengue, a chikungunya e a zika vírus. Uma vez que, o Aedes aegypti é um mosquito cada vez mais adaptado às mudanças do clima. Antigamente, ouvia-se que ele somente se reproduzia em água limpa e parada. Atualmente, sabe-se que ele se reproduz em lixo, água suja e que o ovo do mosquito pode se manter viável por mais de um ano sem água. Hoje em dia, não é apenas picando uma pessoa contaminada que o vetor se contamina e transmite a doença. O simples ato de uma fêmea “grávida” do Aedes aegypti picar uma pessoa com dengue, automaticamente, faz com que ela contamine até 50% dos seus “filhos”. Ou seja, são novos Aedes que já apresentam capacidade adquirida de transmitir doenças em sua origem.

Todavia, não são apenas as doenças arboviroses que devem aumentar no futuro. Estudos mostram que doenças respiratórias, cardiovasculares e até renais devem aumentar no Brasil a partir do acréscimo de 1,5ºC a 4ºC na temperatura média até o final deste século, conforme projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas. Para se ter uma ideia, uma pesquisa que avaliou os registros de saúde de 1.816 cidades brasileiras entre 2000 e 2015 sugere que o aumento de 1ºC na temperatura média pode ter elevado em quase 1% o risco de internações por doenças que afetam os rins. A pesquisa foi realizada pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Monash, da Austrália. Segundo os estudiosos, grande parte das doenças renais ocorrem devido à desidratação, o que deve se agravar a partir do aumento da temperatura nos próximos anos. Ao mesmo tempo, outro estudo do Salud Urbana en América Latina (Salurbal), publicado na revista Nature Medicine, constatou que quanto maior a temperatura, maior o risco de morte por doenças cardiovasculares e respiratórias. Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram a relação entre as temperaturas altas ou baixas demais e a mortalidade em 326 cidades de nove países da América Latina, entre 2002 e 2015. O que foi notado é que tanto para as temperaturas extremas para baixo (frio), quanto para as temperaturas extremas para cima (calor), aumenta o risco de morte para as doenças. Entretanto, quando é maior a temperatura para cima (calor), esse risco de óbito aumenta, explica Waleska Teixeira Caiaffa, médica brasileira que participou do estudo e coordenadora do Observatório de Saúde Urbana da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Isso porque a exposição em longo prazo às altas temperaturas diminui a capacidade do corpo de ter uma temperatura constante, levando à insolação, síncope e exaustão ao calor o que causa maiores chances de a pessoa ter uma AVC, por exemplo. Sendo assim, os dados somente evidenciam como as mudanças climáticas não são uma pauta que deve estar ligada somente ao meio ambiente, mas a todos os setores, pois todos de alguma forma vão ser afetados pelo aumento da temperatura ou eventos climáticos extremos.

Portanto, as mudanças climáticas alteram as condições ambientais e, assim, surge uma desregulação daquilo que ocorria naturalmente no ambiente. No cenário de aumento da temperatura, ocorre não apenas a disseminação de novas doenças, mas também o ressurgimento de doenças adormecidas. Tudo indica que novas pandemias e epidemias vão se tornar cada vez mais frequentes, e o ser humano vai vivenciar uma situação de grande instabilidade. Com isso, é necessário organizar o serviço de saúde, pois o sistema de saúde atual não está preparado para as novas demandas da emergência climática, uma vez que o sistema consegue lidar com um determinado conjunto de doenças, mas com o surgimento de novas enfermidades a situação pode entrar em colapso emergencial.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjrpj177ddxo

https://www.ufsm.br/midias/arco/mudancas-climaticas-e-a-saude-humana#:~:text=As%20mudan%C3%A7as%20clim%C3%A1ticas%20tamb%C3%A9m%20aumentam,acentuado%20de%20temperatura)%20e%20morte.

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Anemia falciforme: terapia genética é a esperança contra doença “invisível” que afeta a maioria dos brasileiros.

A priori, é importante destacar que anemia falciforme é uma doença hereditária passada dos pais para os filhos, caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome da doença. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando a anemia, uma vez que estes glóbulos alongados não conseguem passar através dos pequenos vasos sanguíneos, bloqueando a circulação do sangue em diversas partes e tecidos do corpo humano. Como resultado, os pacientes apresentam episódios de intensa dor, suscetibilidade às infecções, lesões orgânicas e, em alguns casos, a morte precoce. Estima-se que, no Brasil, uma em cada cem pessoas apresente as alterações genéticas decorrentes da doença, que atinge principalmente indivíduos descendentes de afro-brasileiros. Com isso, a anemia falciforme afeta pessoas diferentes e de diversas maneiras e não segue nenhum padrão fixo. Alguns pacientes só têm sintomas leves, com menos de uma crise por ano, enquanto outros têm sintomas mais severos com mais de uma crise por mês. Assim, a doença é detectada por meio do teste do pezinho, que deve ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou em clínicas particulares, de preferência, entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê.

Além disso, a agência regulatória do Reino Unido se tornou a primeira no mundo a aprovar uma terapia genética que promete curar duas doenças que afetam as células sanguíneas. O novo tratamento contra a doença falciforme e a beta talassemia é pioneira no uso de uma ferramenta de edição genética conhecida como Crispr. As responsáveis pela técnica são as cientistas Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna que ganharam o Prêmio Nobel em 2020. Este avanço é considerado revolucionário para as duas doenças hereditárias que acometem o sangue, ambas desencadeadas por erros no gene da hemoglobina que é uma proteína responsável pelo transporte de oxigênio nas hemácias. Todavia, pessoas com a doença falciforme produzem glóbulos vermelhos de formato incomum parecidos a uma foice. Isso pode gerar uma série de problemas, já que essas células têm um tempo de vida reduzido e podem bloquear os vasos sanguíneos, o que causa dor e infecções potencialmente fatais. Já pacientes com beta talassemia não produzem hemoglobina suficiente. Com isso, eles geralmente precisam de transfusões de sangue periódicas, com poucas semanas de intervalo entre as sessões. Contudo, o DNA é o livro da vida e os genes trazem as instruções sobre como cada célula do nosso corpo deve funcionar. A edição de genes permite a manipulação precisa do DNA. O novo tratamento recém-aprovado no Reino Unido envolve a retirada de células-tronco da medula óssea do próprio paciente. Em laboratório, a ferramenta de edição genética Crispr utiliza espécies de tesouras moleculares que são as enzims de restrição para fazer cortes precisos no DNA dessas células. Isso permite desativar os genes defeituosos que estão por trás dos problemas de saúde. As células modificadas são, então, infundidas de volta no organismo. Com isso, o corpo começa a produzir hemoglobina dentro dos padrões esperados e não em formato de foice. Desse modo, nos ensaios clínicos que serviram de base para a aprovação, 28 dos 29 pacientes com anemia falciforme deixaram de apresentar dores intensas e 39 dos 42 pacientes com beta talassemia não precisam mais das transfusões de sangue há pelo menos um ano. Espera-se que a terapia gênica possa ser uma solução permanente para eles. Os testes com a nova terapia continuam a acontecer no Reino Unido, nos EUA, na França, na Alemanha e na Itália. Cerca de 15 mil pessoas no Reino Unido têm a doença falciforme, a maioria com antecedentes familiares africanos ou caribenhos e quase 300 bebês nascem no Reino Unido com doença falciforme todos os anos.

Ademais, no Brasil, onde ainda não há previsão para a chegada da nova terapia, o Ministério da Saúde estima entre 60 a 100 mil indivíduos com anemia falciforme. Cerca de 3 mil novos casos são diagnosticados todos os anos. Dados do Sistema de Informações de Mortalidade do SUS apontam que, entre 2014 e 2019, a maior parte dos pacientes com doença falciforme no Brasil faleceu na segunda década de vida (20 aos 29 anos de idade). Sendo assim, o Brasil registra mais de um óbito por dia em decorrência da doença e mantém uma média de um óbito por semana em crianças de 0 a 5 anos de idade, aponta o ministério. Dessa maneira, o Ministério da Saúde calcula que cerca de mil brasileiros apresentam as formas mais graves de talassemia. Tanto a doença falciforme quanto a beta talassemia são condições dolorosas que duram a vida toda e, em alguns casos, podem ser fatais. Assim, até o momento, um transplante de medula óssea que deve vir de um doador estreitamente compatível e apresenta um risco de rejeição era a única opção de tratamento permanente. A partir de agora, o arsenal terapêutico contra as duas enfermidades se ampliou com a aprovação da primeira terapia genética, cujo nome comercial é Casgevy. Nos ensaios clínicos, foi descoberto que ela restaura a produção saudável de hemoglobina na maioria dos participantes com a doença falciforme e a beta talassemia que dependem de transfusões sangíneas, o que alivia os sintomas. Além de que, o preço do Casgevy ainda não foi definido, mas especula-se que a terapia possa custar 1 milhão de libras (R$ 6 milhões) ou mais, o que pode ser considerado um preço muito alto para os serviços públicos de saúde. Em abril, o Instituto de Revisão Clínica e Econômica dos Estados Unidos calculou que o tratamento só seria rentável caso seu preço ultrapassasse a casa de 1,5 milhão de libras (R$ 9 milhões).

Portanto, o Casgevy é um tratamento personalizado e único, feito a partir de ajustes nas células do próprio paciente o que torna o processo caro e demorado. Além disso, os responsáveis também acrescentam na conta os custos com a pesquisa e o desenvolvimento. A Vertex, empresa farmacêutica americana responsável pela terapia gênica, deseja que o produto seja utilizado de forma ampla e para isso, precisará estabelecer um preço que os serviços públicos de saúde estejam preparados para pagar.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g25e0w4z6o

https://saude.rs.gov.br/anemia-falciforme

https://bvsms.saude.gov.br/anemia-falciforme/#:~:text=Anemia%20falciforme%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a,se%20mais%20facilmente%2C%20causando%20anemia.

https://www.einstein.br/noticias/noticia/anemia-falciforme

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Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar à saúde.

Em primeira instância, é válido ressaltar que dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo em nossa vida como comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir e entre outras atividades realizadas no cotidiano de cada pessoa. Sendo, tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados. Com isso, durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam as alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir e acordar. Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações do corpo sejam elas físicas, mentais e comportamentais, que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. Dessa forma, a maioria das pessoas já estiveram em uma festa até tarde da noite ou teve dias cheios de tarefas sem tempo para comer ou dormir adequadamente e posteriormente sofreram com as consequências corporais e fisiológicas. A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos, já que desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Assim, esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, acarretando alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço, ansiedade e entre outros males.

Além disso, as alterações no ritmo circadiano não afetam só a parte corporal, as bactérias intestinais, por exemplo, têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, que também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal também. Sendo assim, as perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além de que, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. Não é de estranhar que essa relação aconteça, já que a digestão dos alimentos ocorre durante o dia, horário em que o intestino se mantém ativo e em condições ideais para absorver os nutrientes. Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos os horários, alteramos a microbiota. Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. A microbiota é afetada principalmente pelo tipo de dieta que seguimos diariamente. Mas a alteração dos horários de ingestão seja por comportamento alimentar, jejum ou aumento da frequência das refeições também tem impacto. As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. A maior parte das pesquisas sobre a microbiota e os ritmos circadianos foi feita em animais. Vale destacar estudos focados no jejum intermitente, que revelaram alguns benefícios em camundongos, como aumento da diversidade microbiana, redução da inflamação e produção de compostos benéficos pelas bactérias intestinais. Em humanos, estudos realizados com mulheres observaram que comer tarde inverte o ritmo da diversidade microbiana oral. Assim, pelo contrário, surge um padrão semelhante ao que ocorre na obesidade ou nos distúrbios inflamatórios intestinais. No entanto, não devemos esquecer que a microbiota intestinal é como uma assinatura única e pessoal de cada pessoa, e cada um responderá de forma diferente tanto ao jejum intermitente como à mudança dos horários das refeições.

Ademais, pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla, em que o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. Assim, o microbioma intestinal é responsável pela produção de alguns dos compostos químicos os referidos metabólitos que vão parar na nossa corrente sanguínea e podem induzir ou promover o sono. As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.

Portanto, em longo prazo, a má qualidade do sono pode ter efeitos de maior alcance na saúde em geral. Ela aumenta o risco cardiovascular, colocando o indivíduo em maior risco de ter problemas como derrames e infartos. Ela também está associada com pressão alta, diabetes e obesidade. Além dos problemas de saúde física, o sono também é um fator que contribui para os problemas de saúde mental, como a depressão. Contudo, dormir bem é o segredo de uma boa saúde.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

LINKS:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o

https://www.laroche-posay.com.br/artigos/por-que-a-falta-de-sono-prejudica-a-saude-e-a-sua-felicidade

https://www.terra.com.br/byte/ciencia/como-comer-tarde-ou-dormir-pouco-pode-afetar-sua-saude,38e605bf8dce03477504ef62bb39ffdfx6a419lj.html

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Sentado ou de pé? Qual a forma de trabalhar é melhor para a saúde.

Em primeira instância, é necessário destacar que no cotidiano, a maioria das pessoas passam a maior parte do tempo sentadas. Uma recente revisão de pesquisas sobre o assunto reiterou o impacto negativo de passar longos períodos nessa posição. Sendo assim, muitos locais de trabalho passaram a adotar mesas ajustáveis, que permitem sentar-se ou ficar em pé pressionando um botão ou uma alavanca, a fim de evitar os efeitos nocivos de ficar sentado por muito tempo. Assim, indivíduos que passam muito tempo sentados têm maior risco de desenvolver doenças crônicas, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer, além de terem uma expectativa de vida mais curta. Ficar sentado por muito tempo pode causar desconforto muscular e ósseo, especialmente no pescoço e nas costas. Isto é ainda mais prejudicial à saúde em pessoas que praticam pouco exercício ou que não atingem os níveis recomendados de atividade física. Ser fisicamente ativo é importante para neutralizar os riscos à saúde associados ao sedentarismo, mas pode não anular completamente os efeitos negativos de ficar sentado durante muitas horas do dia. No entanto, ficar em pé e parado por muito tempo também pode ser prejudicial à saúde.

Além disso, ficar longos períodos em pé pode piorar a saúde muscular e óssea, acarretando sinais e sintomas aos sistemas muscular e esquelético, como fadiga muscular, inchaço nas pernas, varizes, bem como dor e desconforto na região lombar e nas extremidades inferiores como os quadris, os joelhos, os tornozelos e os pés. Dessa forma, estudos recentes recomendam limitar os períodos de pé a 40 minutos sem descanso. Isso reduziria as chances de desenvolver dores musculares e articulares associadas à posição. Essa estratégia se aplica principalmente às pessoas que já tiveram sintomas, mas também àquelas que nunca os tiveram. Nem todas as pessoas que ficam em pé por longos períodos apresentarão sintomas musculoesqueléticos e haverá aqueles que serão mais resistentes aos efeitos de ficar em pé. Entretanto, mesmo que a pessoa faça uma pausa e tenha desenvolvido problemas relacionados, é provável que os sinta novamente quando se levantar. Desse modo, reduzir ou interromper o tempo sentado, ficando em pé ou em movimento, pode melhorar a circulação sanguínea, o metabolismo, a saúde cardíaca, a saúde mental e a expectativa de vida. Estudos mostram que apenas deixar de ficar sentado por uma hora por dia leva ao emagrecimento da cintura e melhorias nos níveis de gordura e colesterol. Os benefícios são ainda maiores quando a posição sentada é substituída por caminhadas ou atividades moderadas ou mais intensas. Interromper períodos prolongados sentado com sessões de 2 minutos em pé a cada 20 minutos, ou 5 minutos a cada 30 minutos, pode melhorar os níveis de glicose, gordura e colesterol. Outros estudos mostram que dividir os períodos com três minutos de caminhada rápida ou exercícios simples de resistência, como agachamentos a cada 30 minutos, também é eficaz.

Ademais, mesas ajustáveis ​​podem efetivamente reduzir o tempo que os trabalhadores passam sentados durante o dia. Os usuários desses equipamentos ​​tendem a alternar entre as posições em pé e sentado, em vez de ficarem sentados por longos períodos. Contudo, nem todos adquirem o novo hábito de trabalhar em pé. As mesas ajustáveis ​​por si só não são suficientes para mudar o comportamento. Os trabalhadores e as empresas devem ter isto em mente ao formularem políticas de local de trabalho, ambientais e culturais, para garantir que as iniciativas de sentar menos e se movimentar mais sejam implementadas e mantidas. Assim, caso a pessoa já possua uma mesa ajustável, deve considerar vários fatores para continuar usando o equipamento ou não. Com isso, deve-se pensar em seus fatores de uso, como por exemplo, ter em mente o seu conforto. Ficar muito tempo em pé ou sentado causa algum tipo de desconforto ou cansaço? Nesse caso, pode ser necessário ajustar a rotina de sentar e levantar ou incluir suportes adicionais, como um tapete para maior conforto ao ficar em pé ou um apoio para os pés ao se sentar, para evitar desconforto; verificar a quão ergonômica é a mesa. Ela é adequada para trabalhar em pé e sentado? Uma secretária ergonomicamente adequada é essencial para que possa trabalhar com conforto e segurança, tanto no escritório como em casa; pensar um pouco sobre as necessidades de saúde. Interromper longos períodos sentado com períodos em pé pode aliviar o desconforto ou ajudar a melhorar a saúde metabólica e cardíaca? Ficar em pé e se movimentar regularmente ao longo do dia proporcionará os mesmos benefícios, independentemente do tipo de mesa que é usada. Caso o indivíduo já tiver uma doença ou sintomas musculoesqueléticos, é fundamental procurar orientação de um profissional de saúde.

Portanto, governos como o da Austrália ou agências de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), recomendam que os adultos limitem o número de horas que passam sentados. Interromper e substituir o tempo sentado por atividades físicas de qualquer intensidade, mesmo leve, traz benefícios à saúde. A OMS sugere ainda que os adultos procurem fazer além dos níveis recomendados de atividade moderada a intensa para que possa reduzir os efeitos nocivos de ficar sentado. Em outras palavras, ficar em pé, parado, não é suficiente para reduzir os danos de ficar sentado por muito tempo. Assim, é necessário sentar-se menos e movimentar-se mais.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjqn8yxqlgvo

https://saolucascopacabana.com.br/pt/sobre-nos/blog/especialistas-recomendam-trabalhar-em-pe-por-pelo-menos-2-horas-diarias

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IHepatite C e tatuagens: quais são os riscos e como evitá-los?

Primeiramente, é importante destacar que a maioria das pessoas viajam para o exterior para fazer tatuagens, piercings e cirurgias cosméticas. Outros não pesquisam o suficiente quando optam por estabelecimentos pouco confiáveis nas cidades onde vivem. Qualquer procedimento, não importa onde for realizado, pode trazer risco de lesões e infecções. Quem se desloca para o exterior para procedimentos cosméticos deve ter cautela quando optar por algum procedimento que não tenha as informações necessárias para realizar. Dessa forma, estudos recentes, por exemplo, sugerem que milhares de moradores do Reino Unido podem ter contraído hepatite C desta forma, sem saber. Estima-se que mais de 170 milhões de pessoas em todo o mundo tenham hepatite C. Sendo assim, a cada ano, aproximadamente um milhão de novas infecções ocorrem no mundo. Na Inglaterra, mais de 70 mil pessoas tinham hepatite C em 2022 e muitas outras podem estar infectadas sem saber, já que os sintomas da hepatite C podem levar anos para aparecer. Já no Brasil, segundo o ministério da Saúde, estima-se que 520 mil pessoas tenham hepatite C, mas ainda sem diagnóstico e tratamento. Até 2022, segundo a pasta, 150 mil pacientes haviam sido curados da doença. Assim, a hepatite C pode evoluir para uma doença hepática grave e fatal se não for diagnosticada. Quando detectada precocemente, no entanto, o tratamento tem eficácia acima de 95%, o que mostra a importância do diagnóstico precoce.

Além disso, a hepatite C é causada por um vírus que afeta o fígado. O vírus é transmitido através do contato com sangue infectado. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com utensílios contaminados, como agulhas para uso recreativo de drogas ilícitas. Em casos raros, a hepatite C também pode ser transmitida através de relações sexuais ou da mãe infectada para o bebê durante o parto. Cerca de 80% das pessoas que contraem hepatite C não apresentam qualquer sintoma. Os 20% restantes experimentam uma doença de curta duração, semelhante à gripe com sintomas variados que podem incluir febre, dores de cabeça e musculares, fadiga, vômito, diarreia e icterícia (coloração amarelada da pele, olhos e mucosa). Os sintomas podem ocorrer de duas a 12 semanas após a infecção do vírus. Com isso, quem tem sintomas muitas vezes não percebe a gravidade da doença. Algumas pessoas conseguem eliminar o vírus sem tratamento. Mas até 85% das pessoas infectadas desenvolvem hepatite crônica quando o vírus permanece no corpo por muito tempo e sem tratamento algum. Estas pessoas podem não apresentar sinais de doença durante anos e muitas vezes não a notam até que apareçam danos mais graves o que pode levar décadas. A hepatite C ainda tem tratamento na forma crônica, embora os tratamentos tenham resultados melhores quanto aplicados mais cedo. Se ficar anos sem tratamento, a hepatite C crônica causa doença hepática grave. Os sintomas são icterícia, abdômen e pernas inchados, sangramento ou surgimento de hematomas com facilidade, coceira intensa, perda de apetite e náusea. No entanto, a cirrose decorrente da doença também pode causar danos ao cérebro e ao sistema nervoso devido ao acúmulo de toxinas que o fígado normalmente remove. Isso pode causar problemas de concentração e memória. Contudo, estima-se que uma em cada cinco pessoas com hepatite C crônica desenvolva um câncer grave de fígado chamado carcinoma hepatocelular. Este é o segundo câncer mais mortal a nível mundial, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de apenas 10% a 20%. Idade, consumo excessivo de álcool, outras infecções (como o HIV) e a cepa do vírus da hepatite C com a qual a pessoa pode estar infectada podem aumentar o risco de desenvolver carcinoma hepatocelular.

Ademais, se os procedimentos de esterilização forem adequados, as chances de contrair qualquer infecção são extremamente baixas.  Mas caso os instrumentos cirúrgicos forem usados em alguém com hepatite C e não realizar devidamente a esterilização, provavelmente o indivíduo irá contrair a doença. A esterilização inadequada também acarreta risco de outras doenças, como HIV e hepatite B. Vários estudos relataram que tatuagens feitas em ambientes não profissionais, como as feitas em prisões, apresentam um risco aumentado de hepatite C devido à esterilização inadequada. Mesmo tatuagens feitas em estúdios profissionais podem representar um risco aumentado caso as agulhas reutilizáveis não forem esterilizadas adequadamente entre os clientes. Para piercings, os dados são menos claros. Muitos estudos não demonstraram aumento do risco de hepatite C devido aos piercings. Porém, foram relatados casos de hepatite C contraída por meio de um piercing, bem como pela troca de joias de piercing com uma pessoa infectada, por isso é importante ter cuidado ao realizar esses tipos de procedimentos. Embora os dados sejam limitados, este risco é provavelmente o mesmo para procedimentos cosméticos e dentários. Se forem implementadas práticas adequadas de esterilização e a pessoa for a um cirurgião ou dentista credenciado, o risco de contrair hepatite C é muito baixa. Certos países têm incidências mais elevadas de hepatite C como Egipto, Mali, Malásia, Itália, Tailândia e Ilhas Maurício. Certas cepas do vírus da hepatite C também podem ser mais prevalentes em determinados locais. Por exemplo, a cepa dominante da hepatite C na Nigéria tem uma taxa de sucesso do tratamento de 94% a 99%. Mas, na Tailândia, a estirpe dominante está associada à rápida progressão da doença hepática crônica e a piores resultados do tratamento. Vale a pena ficar ainda mais atento caso planeja realizar algum procedimento ao visitar esses locais.

Portanto, se realizar algum tipo de procedimento médico, odontológico ou cosmético, pergunte sobre o processo de descontaminação ou esterilização dos utensílios e a licença da empresa para garantir que ela esteja registrada. Outros procedimentos médicos, como Botox ou preenchimentos, são regulamentados de forma menos rígida. Como qualquer injetável, o ideal é que isso seja feito por um profissional médico especializado.  Caso estiver realizando um procedimento e não tiver certeza se os produtos são seguros, peça para ver antes de desembalar. As agulhas estéreis de uso único são sempre lacradas em um pacote. Além de que, a falta de higiene também pode transmitir a hepatite C. Em caso de dúvida, não realize o procedimento.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c807pd2845po

https://www.saude.ce.gov.br/2022/03/10/ictericia-pode-causar-danos-irreversiveis-em-recem-nascidos-se-nao-tratada-adequadamente/#:~:text=A%20icter%C3%ADcia%20%C3%A9%20um%20dos,danos%20irrevers%C3%ADveis%2C%20inclusive%2C%20cerebrais.

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Rivotril: os alertas sobre o uso contínuo de remédio “para emergência”

A priori, é válido destacar que os benzodiazepínicos são uma classe de drogas da qual, fazem parte o clonazepam, o diazepam e o lorazepam, por exemplo, em que surgiram como uma esperança de tratar ansiedade, fobia social, epilepsia, entre outros quadros psiquiátricos, com menos risco de efeitos colaterais graves e estão disponíveis nas farmácias desde os anos de 1960. Passadas algumas décadas, porém, a prática mostrou que o uso dessas medicações, das quais o Rivotril é a marca comercial mais famosa, requer alguns cuidados básicos. O principal deles está em limitar o consumo desses comprimidos a períodos mais curtos, de poucos dias, ou apenas em emergências, segundo especialistas. Em suma, os benzodiazepínicos não são nem venenos, nem panaceias universais, resume o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Programa de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (IPq-FMUSP). No entanto, requer uma atenção extra na hora de prescrever e orientar o uso adequado desses remédios, já que tem a ver com o risco de abuso, tolerância e dependência. Dessa forma, se o Rivotril e outros remédios do grupo são tomados de forma contínua, por várias semanas, meses ou até anos, o paciente precisará de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito, além de, criar um perigoso vínculo emocional entre a melhora dos sintomas e a necessidade de se medicar com frequência. Assim, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que mais de 65 milhões de unidades de clonazepam (Rivotril) foram vendidas no Brasil em 2022.

Além disso, ao longo da História, a humanidade sempre buscou e usou substâncias com efeito sedativo. Desde o tempo de xamãs e curandeiros, as pessoas têm uma demanda por produtos que aliviam a dor, auxiliem na interação social, facilitem o sono ou aplaquem a ansiedade. Durante boa parte dos séculos 19 e 20, os principais ansiolíticos disponíveis eram os barbitúricos que era conhecido como o antigo gardenal, o qual, talvez seja o representante mais conhecido dessa classe. Esses medicamentos eram consumidos em excesso, mesmo numa época em que já se sabia que eles estavam relacionados a envenenamento e alto risco de morte, em que uma das vítimas do abuso de barbitúricos foi a atriz e modelo americana Marilyn Monroe (1926-1962) por exemplo. Dessa maneira, o desenvolvimento e a popularização dos benzodiazepínicos a partir dos anos de 1960, representou um grande alívio, pois o principal aspecto positivo desses remédios é a segurança, ainda mais quando os resultados deles são comparados aos barbitúricos usados antigamente. Segundo o farmacêutico André Bacchi, professor da Universidade Federal de Rondonópolis, no Mato Grosso, explica que os neurônios funcionam por meio de impulsos elétricos e é justamente na brecha entre uma célula nervosa e outra que esses fármacos agem. Nesse espaço entre os neurônios, conhecido como fenda sináptica, os sinais elétricos são transformados em sinais químicos, mediados por neurotransmissores. De forma geral, essas substâncias produzidas pelo organismo têm dois efeitos principais: algumas geram excitação e estímulo, enquanto outras funcionam como inibidores e redutores da atividade cerebral. Sendo assim, o principal neurotransmissor responsável por “frear” o sistema nervoso é o ácido gama-aminobutírico, ou Gaba na sigla em inglês. O Gaba se liga a receptores dos neurônios, que funcionam como um portão na membrana celular. Essa conexão permite a entrada de íons de cloro, que têm carga elétrica negativa e vão diminuir a atividade da célula. Quando uma pessoa está numa crise de ansiedade ou de epilepsia, por exemplo, o sistema nervoso está excitado além da conta e é por isso que surgem sintomas como o nervosismo exacerbado, a crise emocional ou até o descontrole dos músculos (no caso de uma convulsão). Os benzodiazepínicos se ligam nas células nervosas e aumentam a afinidade dos receptores pelo Gaba. Com isso, a ação inibitória desse neurotransmissor é reforçada e o sistema nervoso tende a entrar nos eixos novamente. Outra coisa que chama a atenção nessa classe farmacêutica é a rapidez. Os efeitos sedativos podem ser sentidos poucos minutos depois que o comprimido é ingerido ou colocado debaixo da língua.

Ademais, o sistema Gaba responde por 40% de todos os neurônios do cérebro. Na prática, isso significa que a ação dos benzodiazepínicos acontece praticamente em todos os cantos da massa cinzenta cerebral. Isso leva a uma miríade de efeitos, que vão dos esperados aos indesejados. Ou seja, a pessoa se sente mais calma, mas também vai ter sono, reage menos aos estímulos externos, fica com os músculos muito relaxados, perde uma parte da memória daquele período, pois essa classe de remédios possui um efeito sedativo de amplo espectro. E isso já demanda um cuidado como descrito em bula, os benzodiazepínicos lentificam as reações, então o paciente não deve dirigir ou operar máquinas pesadas durante o tratamento. Além de que, o álcool também é contraindicado, já que as bebidas podem intensificar o efeito sedativo sobre risco até de parada cardiovascular ou respiratória, coma e pode levar ao óbito. Outro alerta relacionado aos remédios desta classe tem a ver com o risco de tolerância e dependência. O uso contínuo dos benzodiazepínicos leva à perda do efeito terapêutico. Contudo, é necessário aumentar a dose necessária com relativa rapidez. De acordo com o farmacêutico, é possível notar sintomas de abstinência em paciente que utiliza Rivotril e outros medicamentos do grupo por mais de quatro semanas consecutivas. Trata-se de uma questão química do cérebro. Quando tomado de forma constante, o remédio gera uma espécie de deformação nos receptores dos neurônios, que ficam menos sensíveis à ação dele. Todavia, na bula do clonazepam, não há menção específica ao tempo limite de uso. Para cada doença como crises epilépticas, espasmos infantis, transtornos de ansiedade e de humor, síndromes psicóticas, entre outros, há uma indicação específica, e os fabricantes dizem que o uso contínuo, ou a prescrição de uma “dose de manutenção” depende do “critério médico”. No entanto, essa classe de sedativos não aparece mais como a linha inicial de cuidados contra diversas doenças psiquiátricas. O principal erro é prescrevê-lo como tratamento único ou como a primeira opção terapêutica. Para as fobias, é preciso testar a terapia cognitivo comportamental antes. Para o transtorno de pânico, dá para tentar um antidepressivo em baixa dose mais a psicoterapia. Mesmo para a ansiedade, é possível recorrer aos antidepressivos de baixa dosagem. Neste contexto, os benzodiazepínicos trazem um alívio inicial e momentâneo. Eles podem ajudar no período de duas a três semanas em que os antidepressivos demoram para começar a fazer efeito. Mas o paciente precisa entender que, depois disso, esse medicamento será retirado. Sendo que, o ideal é buscar um médico para prescrever uma espécie de “desmame”, em que as doses são diminuídas aos poucos, ao longo do tempo, para que os sintomas de abstinência não sejam tão bruscos. Dessa forma, essa classe de medicamentos não tratam o transtorno em si, apenas aliviam os sintomas de uma crise. Agora, caso as crises aconteçam o tempo todo e o paciente precisa recorrer às drogas de emergência todos os dias, há algo de errado e é necessário buscar uma avaliação de um médico especialista para o caso.

Portanto, o Rivotril é indicado para tratar crises epilépticas, espasmos infantis (síndrome de West), transtornos de ansiedade e de humor, síndromes psicóticas, das pernas inquietas, do equilíbrio e da boca ardente e vertigem, conforme previsto em bula. Sendo assim, para alguns, o uso do Rivotril é um caminho mais simples para lidar com as dificuldades e ansiedades do dia a dia. Porém, é preciso entender os riscos atrelados à sua utilização indevida, principalmente nos casos em que a pessoa poderia cuidar da saúde mental e do bem-estar de outras formas e sem o uso de medicamentos. Entretanto, há pessoas que, de fato, precisam do Rivotril para tratar transtornos corretamente diagnosticados. Já em casos em que não há a indicação do uso de Rivotril ou qualquer outro medicamento, ainda assim o acompanhamento psicológico é uma forma muito poderosa de gerar transformações positivas na vida de uma pessoa. Isso porque a psicoterapia trabalha a origem dos problemas que o indivíduo enfrenta, cuidando para que ele desenvolva autoconhecimento a fim de criar estratégias de enfrentamento de longo prazo. Com o tempo, o paciente desenvolve resiliência, inteligência emocional e outras competências importantes que o ajudarão a encarar situações de conflito, estresse e ansiedade de maneira muito mais saudável. Mas é válido ressaltar que medicamentos não tratam a causa raiz dos problemas. Por isso, a psicoterapia é tão importante, pois faz parte de um tratamento geral, contínuo e profundo em que o paciente se conhece, entende os seus gatilhos estressores e aprende a cuidar de si com muito mais consciência.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cglene4kvjxo

https://www.vittude.com/blog/rivotril/

https://www.bulas.med.br/p/bulas-de-medicamentos/bula/1331763/rivotril-comprimido.htm

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Engov: porque medicamento visto popularmente como “cura para ressaca” não tem essa indicação em bula.

Em primeira instância, é fundamental salientar que o medicamento engov atua como um analgésico e antialérgico, além de evitar enjoos e náuseas. Em conjunto com a cafeína presente em sua composição que estimula de forma suave o Sistema Nervoso Central (SNC) auxiliando no alívio da dor de cabeça. No entanto, durante décadas, a frase “um Engov antes, outro depois” foi um mantra entre as pessoas que iriam consumir álcool e desejavam aliviar os sintomas da ressaca que é aquela sensação desagradável de náusea, enxaqueca e indisposição que aparece no dia seguinte após o consumo excessivo do álcool. Sendo assim, a medicação, inclusive, é um dos mais frequentes integrantes do chamado “kit ressaca” disponibilizado em bares e baladas, ao lado de soluções contra azia ou queimação e de protetores hepáticos. Porém, em bula este produto está indicado apenas para tratar dor de cabeça e alergia, em que não existe nenhum tratamento farmacológico com eficácia comprovada para lidar com os efeitos de uma bebedeira intensa.

Além disso, o álcool começa a ser metabolizado no estômago e no intestino delgado. Já no fígado, ele passa por uma segunda etapa de metabolização. Ali, forma-se o acetaldeído, uma substância tóxica que está relacionada aos sintomas da ressaca. Dessa forma, essa molécula dilata os vasos sanguíneos, o que provoca vermelhidão na pele, dor de cabeça e outros sintomas comuns. Algumas pessoas quando estão de ressaca também sofrem com náuseas, vômitos, indisposição e sensibilidade à luz. As bebidas ainda promovem duas outras ações no corpo que repercutem na manhã posterior. Primeiro, elas estimulam a diurese (a vontade de ir ao banheiro para urinar). É por isso que a pessoa acorda desidratada e com muita sede, e há uma perda das reservas de glicogênio no fígado, uma espécie de estoque de energia que temos neste órgão. E isso faz com que o indivíduo também acorde com fome e vontade de comer doces. Com isso, é justamente para evitar todas essas sensações desagradáveis que muita gente recorre às supostas estratégias preventivas e, entre elas, o Engov está entre as opções farmacológicas mais populares.

Além disso, de acordo com o rótulo e a bula, o Engov é composto de quatro substâncias, e cada uma delas tem uma função diferente. O maleato de mepiramina (15 miligramas) é um anti-histamínico e atua contra alergias. O hidróxido de alumínio (150 mg) diminui a acidez do estômago e alivia a azia e as náuseas. O ácido acetilsalicílico (150 mg) o mesmo princípio ativo da aspirina atua contra as dores de cabeça, e entre outras funções. Por fim, a cafeína (50 mg) é um estimulante, que também pode ajudar a diminuir as enxaquecas. Oficialmente, o Engov é indicado para “o alívio dos sintomas de dores de cabeça e alergias” e não há nada na bula que mencione diretamente prevenção ou melhora da ressaca. Ou seja, não há associação de substâncias que, na percepção pública, formam um medicamento contra a ressaca, ou contra o “pé na jaca” popularmente chamado. Porém, o máximo que esse produto promove é um alívio de alguns sintomas específicos. Todavia, a visão popular sobre o Engov pode até ser prejudicial. Ao enxergá-lo como uma solução contra a ressaca, a pessoa acaba bebendo mais por sentir que está resguardada pelo efeito do remédio. Além de que, tomar este fármaco junto com o álcool como uma estratégia para prevenir a ressaca, aliás, é algo desencorajado na própria bula. Este medicamento é contraindicado para pacientes com histórico de alcoolismo crônico, ou que ingerem outras substâncias que deprimem o sistema nervoso central, assim como bebidas alcoólicas também. Essa recomendação tem a ver com dois motivos principais. Primeiro, porque alguns efeitos do ácido acetilsalicílico no trato gastrointestinal podem ser potencializados pelo álcool, ainda segundo a bula. E isso, por sua vez, pode agredir o estômago e levar a quadros de gastrite. Segundo a associação do álcool com o anti-histamínico da fórmula o maleato de mepiramina potencializa o efeito sedativo relacionado às duas substâncias. Ou seja, aquela sensação de ficar alheio à realidade causada pela bebedeira pode ficar ainda mais forte pela mistura de drinques com esses comprimidos.

Portanto, segundo os especialistas, a única forma realmente comprovada de evitar uma ressaca é não beber ou ao menos moderar no consumo. Vale tentar também beber o mínimo possível e adotar algumas estratégias básicas, como tomar água entre uma dose e outra, comer algo para que o estômago fique cheio, espaçar o tempo entre um copo e outro. Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) defenda atualmente que não existe quantidade segura de álcool, o consumo moderado é classificado como uma dose para mulheres e duas para homens por dia, pois há uma diferença na forma como essa substância é metabolizada no organismo masculino e feminino. Talvez a pessoa que usa o medicamento engov até possa sentir algum efeito e ficar mais sedada ou melhorar da azia. Entretanto, de acordo com o farmacêutico, o mais adequado nesses casos seria o indivíduo avaliar quais são exatamente os incômodos que está sentindo e buscar medicações específicas para aliviá-los. Para a dor de cabeça, é possível tomar um analgésico específico, como a dipirona. Se há muita náusea, um antiemético reduz a sensação de vômitos, sendo também de suma importância se hidratar bem para repor os líquidos, comer alimentos leves e fazer repouso para que o efeito da ressaca passe o mais rápido possível.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c13me0d8p46o

https://www.panvel.com/panvel/engov-6-comprimidos/p-818980

https://www.engov.com.br/bula

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O que é a síndrome do pôr-do-sol que afeta muitas pessoas com demência.

A priori, é válido ressaltar que o termo “síndrome do pôr-do-sol” ou também chamado de “crepuscular” é usado para descrever a tendência em pessoas com demência de se sentirem mais confusas no final da tarde e durante a noite. Assim, é necessário enfatizar que o termo é muito simplista e pode abranger uma ampla variedade de comportamentos em muitos contextos diferentes. Quando é avaliado as mudanças de comportamento na demência, é sempre melhor ouvir uma descrição completa e precisa do que a pessoa está fazendo nesses momentos, em vez de aceitar que estão sofrendo da síndrome. Esse conjunto de comportamentos frequentemente descritos incluem confusão, ansiedade, agitação, andar de um lado para o outro e seguir outra pessoa. Isso pode se manifestar de maneira diferente dependendo do grau de demência, da personalidade do indivíduo e de seus padrões de comportamento anteriores, além da presença de gatilhos específicos.

Além disso, todos nós interpretamos o mundo por meio das informações que nosso cérebro recebe por meio de nossos cinco sentidos que são: A visão, a audição, o paladar, o olfato e o tato. Sendo que, os sentidos principais são a visão e a audição. Imagine a dificuldade que você teria se lhe fosse solicitado realizar uma tarefa complexa enquanto estivesse em um ambiente escuro. Desse modo, pessoas que vivem com demência dependem igualmente das informações sensoriais para compreender e interpretar corretamente o seu entorno. À medida que a luz vai diminuindo em direção ao final do dia, também diminui a quantidade de informações sensoriais disponíveis para auxiliar um paciente com demência a interpretar o mundo em sua volta. O impacto disso em um cérebro que já possui dificuldades em integrar as informações sensoriais pode ser significativo, resultando em maior confusão e comportamentos inesperados. Todos nós já ouvimos que usamos apenas uma fração do nosso poder cerebral, e é verdade que temos mais poder cerebral do que geralmente é necessário para a maioria das tarefas diárias a serem realizadas. Essa “reserva cognitiva” pode ser usada quando precisamos realizar tarefas complexas ou estressantes, que exigem mais esforço mental. No entanto, as mudanças que eventualmente levam aos sintomas da doença de Alzheimer podem começar a se desenvolver até 30 anos antes desses sintomas aparecerem. Nesse tempo, de forma simples, a condição esgota nossa reserva cognitiva. É somente quando o dano causado é tão significativo que nosso cérebro não pode compensá-lo, que desenvolvemos os primeiros sintomas do Alzheimer e outras formas de demência. Todavia, quando alguém apresenta os primeiros sintomas muito cedo da demência, grande parte do dano já ocorreu. A reserva cognitiva foi perdida e os sintomas de perda de memória finalmente se tornam evidentes. Como resultado, as pessoas que vivem com demência precisam fazer muito mais esforço mental durante o dia do que a maioria de nós. Além de que, todos nós já nos sentimos cognitivamente exaustos, cansados e talvez um pouco irritados após um longo dia realizando uma tarefa difícil que exigiu um alto nível de esforço mental e concentração. Com isso, as pessoas que vivem com demência precisam fazer uma quantidade similar de esforço mental apenas para cumprir sua rotina diária. Por isso, não é surpreendente que, depois de várias horas dedicadas a um esforço mental constante apenas para sobreviver (muitas vezes em um local não familiar), elas tendam a se sentir cognitivamente exauridas.

Ademais, as casas de pessoas com demência devem estar bem iluminadas durante a tarde e à noite, quando o sol está se pondo, para auxiliar a pessoa com demência a integrar e interpretar as informações sensoriais a sua volta. Um sono breve após o almoço pode ajudar a aliviar a fadiga cognitiva no final do dia. Isso oferece ao cérebro a oportunidade de “recarregar”. Entretanto, não há substituto para uma avaliação mais abrangente das outras causas que podem contribuir para a alteração comportamental. Necessidades não atendidas, como fome ou sede, presença de dor, depressão, tédio ou solidão podem contribuir, assim como estimulantes como cafeína ou açúcar, se consumidos muito tarde no dia. Os comportamentos frequentemente descritos com o termo excessivamente simplista de “síndrome vespertino” são complexos e suas causas tendem a ser individuais e inter-relacionadas. Como frequentemente ocorre na medicina, um conjunto específico de sintomas é melhor se gerenciado ao se compreender melhor as causas.

Portanto, é de fundamental importância procurar ajuda especializada, seja um geriatra, um neurologista ou um psicólogo especializado em idosos. Somente eles poderão avaliar precisamente os fatores e orientar sobre condutas e tratamentos mais propícios a cada situação, tanto para o idoso como para seu cuidador.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://vilavida.com.br/sindrome-do-entardecer-voce-ja-ouviu-falar/#:~:text=%E2%80%93%20Desenvolver%20atividades%20recreativas%20e%20cognitivas,suaves%20e%20calmantes%20%C3%A0%20noite.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn0z7jvve6jo

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