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Categoria: Saúde

Lecanemab: medicamento experimental contra o Alzheimer apresenta resultados surpreendentes atualmente.

Primeiramente, é necessário salientar que o Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa, principalmente, em pessoas de idade. A causa da doença ainda é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinante. Dessa maneira, a doença instala-se quando o processamento e a produção de certas proteínas do sistema nervoso central começam a se desenvolverem de maneira errônea. Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Como consequência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral que é essencial para a linguagem e o raciocínio lógico, assim como a memória, o reconhecimento de estímulos sensoriais e o pensamento abstrato também acabam sendo afetados pela toxicidade produzida. Assim, o Alzheimer costuma evoluir de forma lenta e o quadro clínico costuma ser dividido em quatro estágios que são: Estágio 1 que é a forma inicial, em que ocorre alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais, estágio 2 que é a forma moderada, que acarreta em dificuldade para falar, realizar tarefas simples do cotidiano e coordenar movimentos simples, estágio 3 que é a forma grave que inclui a resistência à execução de tarefas diárias, e por fim o estágio 4 que é o terminal, sendo a restrição ao leito, tendo como consequências dor ao engolir e Infecções intercorrentes, necessitando de um atendimento mais preciso e com mais assistências, como a hospitalar.

Além disso, a doença é incurável, porém o objetivo do tratamento utilizando medicamentos tem como intuito retardar a evolução e preservar por mais tempo possível as funções intelectuais. Sendo assim, os melhores resultados são obtidos quando o tratamento é iniciado nas fases mais precoces da doença. No entanto, após décadas de tentativas falíveis com tratamentos experimentais contra o Alzheimer, o lecanemab mostrou resultados animadores, em que pela primeira vez, um medicamento se mostrou capaz, em experimentos realizados com voluntários, a fim de desacelerar a destruição do cérebro pela doença de Alzheimer. Entretanto, o fármaco ainda mostrou algumas limitações, como por exemplo, seu efeito foi moderado e trouxe alguns riscos, em que exames de imagem mostraram a ocorrência de hemorragias cerebrais em 17% dos participantes e de inchaço cerebral em 13%. Entre os voluntários, 7% tiveram que deixar os testes devido a efeitos colaterais segundo pesquisas realizadas. Contudo, o lecanemab ataca a gosma pegajosa que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer, a chamada beta-amiloide que é uma proteína fibrosa tóxica que quando se encontra no sistema cerebral, acaba destruindo funções cognitivas, como a memória e a linguagem que acaba desencadeando a doença. A droga funciona nos estágios iniciais da doença, então boa parte das pessoas não se beneficiariam com ela, já que é frequente que a condição só seja investigada após a aparição de sinais muitas vezes, em estágios relativamente avançados. Um dos primeiros pesquisadores do mundo a propor tratamentos que atinjam a amiloide, há mais de 30 anos, o professor John Hardy avaliou que o experimento é “histórico” e mostra que estamos vendo o início de tratamentos contra o Alzheimer propriamente dito.

Ademais, na atualidade pessoas com Alzheimer recebem medicamentos para controlar seus sintomas, mas nenhum muda o curso da doença diretamente. Todavia, o medicamento lecanemab é um anticorpo como aqueles que o corpo produz para atacar vírus ou bactérias no organismo. Assim, ele está sendo projetado para mandar o sistema imunológico limpar a amiloide do cérebro que é formada. A amiloide é uma proteína que se aglomera nos espaços entre os neurônios no cérebro e forma placas bastante características da doença. O estudo em larga escala envolveu 1.795 voluntários em estágio inicial da doença de Alzheimer. Infusões de lecanemab foram administradas quinzenalmente. Os resultados, apresentados na conferência Clinical Trials on Alzheimer’s Disease em São Francisco nos Estados Unidos, não revelam uma cura milagrosa, já que a doença continuou a deteriorar as funções cerebrais das pessoas, mas esse declínio foi retardado em cerca de um quarto ao longo dos 18 meses de tratamento feito pelo fármaco. Contudo, os dados já estão sendo avaliados por órgãos reguladores dos EUA, que em breve decidirão se o lecanemab pode ser aprovado para uso mais amplo no tratamento da doença. Os desenvolvedores da droga, as empresas farmacêuticas Eisai e Biogen, planejam solicitar essa permissão no próximo ano em outros países em um futuro próximo para que haja um tratamento que mude o curso da doença e que não apenas retarde ou abrande os sintomas dela.

Portanto, alguns cientistas também enfatizaram que a amiloide é apenas uma peça do complexo quadro da doença de Alzheimer e não deveria ser o único foco das terapias, já que o sistema imunológico e os processos inflamatórios estão fortemente envolvidos na doença também, além de outra proteína tóxica, chamada tau encontrada onde as células cerebrais estão realmente morrendo. Com isso, é necessário que se realize mais pesquisas e mais estudos relacionados a doença para que o tratamento faça uma diferença maior em uma década ou mais, beneficiando todos aqueles diagnosticados com o Alzheimer nas suas mais diversas formas.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-63803472

https://bvsms.saude.gov.br/doenca-de-alzheimer-3/

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Quais alimentos que são bons ou não para a memória humana?

Em primeira instância, a memória é o armazenamento de informações e de fatos obtidos através de experiências ouvidas ou vividas por cada indivíduo. Relaciona-se fortemente à aprendizagem que é a obtenção de novos conhecimentos, pois utiliza a memória para reter tais informações no cérebro. Sendo assim, a memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações disponíveis no nosso sistema cerebral. Dessa forma, algumas frutas como mirtilos e uvas são ricas em antocianinas, um tipo de polifenóis, que melhoram a flexibilidade dos vasos sanguíneos e o fluxo de sangue para o cérebro. De acordo com a psicóloga e mestre em nutrição Kimberley Wilson, existem alimentos e bebidas que podem ter um efeito surpreendentemente positivo ou negativo na memória de cada pessoa.

Além disso, a memória é nossa capacidade de recordar informações do passado recente ou distante. Todavia, temos três tipos de memória que são: imediata, de trabalho e de longo prazo. Assim, nossa memória imediata só pode reter informações por um curto período de tempo, como por exemplo, você a usa para discar um número de telefone que alguém acabou de lhe dizer sem anotá-lo. Usamos nossa memória de trabalho para pensar em ação, por exemplo, em tarefas como conversar, isso nos ajuda a lembrar o que a pessoa acabou de dizer, entender seu significado, conectá-la à conversa anterior e depois compartilhar nossos próprios pensamentos. E com nossa memória de longo prazo, lembramos informações de dias ou anos no passado. Com isso, as memórias que estão armazenadas nela foram movidas de nossa memória imediata em um processo chamado “consolidação”. Contudo, aquilo que comemos pode ter um impacto no funcionamento da nossa memória. Desse modo, em um estudo realizado com adultos mais velhos com problemas de memória, 500 ml de suco de uva roxa por dia durante 12 semanas permitiram que eles aprendessem mais palavras em comparação com o grupo placebo. Já, em estudos feitos com crianças que comeram 240 gramas de mirtilos frescos, isso permitiu a elas lembrar mais palavras e recordá-las com mais precisão 2 horas depois da ingestão da fruta. Por conseguinte, as uvas roxas e os mirtilos são especiais? Mais ou menos. Ambos são fontes ricas de antocianinas, um tipo de químico vegetal chamado polifenóis, que lhes confere sua cor profunda. Esses compostos de polifenóis também são encontrados em outras frutas.  Quando metabolizados no corpo, eles melhoram a flexibilidade dos vasos sanguíneos e o fluxo de sangue para o cérebro. Isso, por sua vez, fornece mais nutrientes energéticos e oxigênio, melhorando nosso desempenho cognitivo. No entanto, não são apenas as frutas que fazem isso, assim como o consumo a longo prazo de chá verde também tem sido associado a uma melhor memória de curto prazo, atenção à memória de trabalho e a redução do risco de declínio cognitivo.

Ademais, alguns doces principalmente a base de cacau também possuem ótimas respostas em função da memória, pois a fruta utilizada para fazer o chocolate melhora o fluxo sanguíneo cerebral, embora deva ser chocolate amargo, que contém mais de 70% de sólidos de cacau para poder colher os benefícios dele. A regra geral é que quanto mais saudável a dieta, sendo rica em frutas, vegetais, grãos integrais, leguminosas e peixes oleosos, maior o centro de memória do cérebro e melhor o desempenho da memória. Entretanto, certos alimentados processados podem não fazer parte de ter uma boa memória, em que décadas de estudos em animais e um número crescente de testes em humanos mostram que uma dieta rica em alimentos processados tem um efeito prejudicial no aprendizado e na memória. Sendo assim, um estudo realizado em 110 pessoas saudáveis que normalmente comiam uma dieta nutritiva foram convidadas a comer uma dieta rica em alimentos processados por apenas uma semana. No cardápio deles haviam, dois waffles no café da manhã em quatro dos dias e duas refeições de junk food (termo em inglês para alimentos de alto teor calórico e pobres em nutrientes) a qualquer momento da semana. Em poucos dias, a dieta altamente processada levou a problemas de memória, de aprendizado e falta de controle do apetite. Uma dieta rica em alimentos processados e açúcares e pobre em frutas, vegetais e fibras também está associada a um risco maior de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Portanto, pesquisas indicam que adotar pequenas medidas para tornar nossas dietas mais nutritivas, como por exemplo, um pedaço extra de fruta no café da manhã, uma porção extra de vegetais no jantar podem ajudar a melhorar nossas memórias de hoje e protegê-las para o futuro.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-63698090

https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/memoria-1.htm#:~:text=A%20mem%C3%B3ria%20%C3%A9%20o%20armazenamento,reter%20tais%20informa%C3%A7%C3%B5es%20no%20c%C3%A9rebro.

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A descoberta sobre a “matéria escura” que pode transformar o tratamento do câncer.

Em primeiro lugar, cientistas especializados na área de pesquisa genética conseguiram desvendar com mais precisão e com mais detalhamento sobre o enigmático papel da epigenética, uma vez que o estudo de como os genes mudam e são influenciados pelo ambiente podem estar relacionados como o câncer se desenvolve no organismo do portador da neoplasia. Dessa forma, a epigenética é um campo de pesquisa que investiga como os estímulos ambientais podem ativar determinados genes e silenciar outros. Ela permite entender como a experiência é capaz de operar transformações profundas no organismo do indivíduo, mesmo que isso signifique destacar o DNA e não implicar em mudar o genoma dele. Assim, na maior parte das vezes chamada de “matéria escura”, essa área do conhecimento genômico (campo da ciência que estuda os genomas), pode alterar a maneira como os tumores são detectados e tratados, aponta um novo artigo do Instituto de Pesquisa do Câncer, no Reino Unido.

Além disso, a epigenética poderia levar a novos exames para diagnosticar a doença ou até a personalizar os tratamentos que serão oferecidos a cada paciente. Entretanto, isso ainda é distante atualmente do cotidiano da Medicina, já que as pesquisas estão no seu estágio inicial. No entanto, quando a maioria das pessoas pensam em genética, o que vem à mente delas são as mudanças estruturais no código do DNA, que são transmitidas de geração para geração. Como resultado, o grande foco das pesquisas tem sido entender como essas mutações genéticas impulsionam o crescimento dos tumores. Nos últimos anos, porém, os cientistas descobriram outro fenômeno cuja influência é mais indireta que é a epigenética. Essa área da ciência reflete a investigação de como o nosso comportamento e o ambiente que vivemos ao nosso redor podem causar alterações que afetam a maneira como os genes funcionam. Ela não altera o código genético por completo, mas pode controlar o acesso a genes e é cada vez mais vista como algo importante no desenvolvimento de um câncer. Todavia, pesquisadores envolvidos no estudo descobriram um nível extra de controle sobre como os tumores se comportam, algo que pode ser comparado à “matéria escura” do câncer, podendo existir “emaranhados nas linhas de DNA” à medida que as sequências genéticas se dobram em cada célula e isso pode mudar quais genes são ativados. Desse modo, a posição desses tais emaranhados pode ser muito importante para determinar como os cânceres aparecem e se comportam. Testes genéticos para mutações relacionadas ao câncer, como o BRCA, que aumenta o risco de tumor de mama, por exemplo, oferecem apenas uma parcial do quadro sobre a doença de alguém. Ao testar as mudanças genéticas e epigenéticas, pode potencialmente prever com muito mais precisão quais tratamentos funcionarão melhor para cada pessoa portadora.

Ademais, as recentes descobertas foram publicadas em dois artigos no periódico científico Nature, o primeiro analisou mais de 1,3 mil amostras de 30 tumores intestinais e mostrou que as alterações epigenéticas eram muito comuns em células cancerosas e as ajudavam a crescer mais em comparação com as células saudáveis. O segundo trabalho investigou diversas amostras retiradas de diferentes partes de um mesmo tumor. A partir daí, foi possível descobrir que a forma, como as células tumorais se desenvolvem é muitas vezes governada por outros fatores além das mutações do DNA, como por exemplo, o fator ambiental. Os pesquisadores ponderam que as descobertas ainda não provam que as mudanças epigenéticas levam diretamente a alterações na forma como o câncer se comporta e mais pesquisas precisam ser feitas para entender como isso de fato acontece.

Portanto, na atualidade isso não irá mudar o atendimento dos pacientes amanhã, mas pode ser um caminho para o desenvolvimento de novas terapias para um futuro próximo, em que a pesquisa torna possível ampliar o acesso a novas terapias, melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevida dos pacientes com as novas tecnologias e com mais estudos sendo descobertos.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-63425540

https://summitsaude.estadao.com.br/novos-medicos/epigenetica-entenda-como-o-corpo-pode-ativar-e-desativar-genes/#:~:text=A%20epigen%C3%A9tica%20%C3%A9%20um%20campo%20de%20pesquisa%20que%20investiga%20como,implique%20em%20mudar%20o%20genoma.

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Novembro Azul: O mês da conscientização sobre o câncer de próstata

Sobretudo, é válido ressaltar que a campanha Novembro Azul chama a atenção da sociedade brasileira para o câncer de próstata, principalmente para os homens que são os afetados pela doença. No ano de 2013, foram registrados 13.772 óbitos diretamente relacionados ao tumor maligno no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar dos avanços em pesquisa e diagnósticos observados nos últimos anos, a informação continua sendo a principal arma no combate ao câncer de próstata. Assim, o tumor maligno, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Além disso, a próstata é um órgão integrante do aparelho reprodutor masculino situado na região pélvica, localizado na frente do reto e embaixo da bexiga urinária. A glândula prostática, tem como funções a produção de um fluido claro chamado líquido prostático que constitui cerca de 10% a 30% do volume do sêmen, uma vez que protege e nutre os espermatozoides, ocorre também a produção de antígeno específico da próstata (PSA) responsável por ajudar na liquefação do esperma, permitindo manter a capacidade de mobilidade dos espermatozoides e a transformação da testosterona em diidrotestosterona, sendo responsável pelo crescimento dessa glândula. O tumor na próstata se desenvolve preferencialmente em indivíduos acima dos 50 anos de idade, sendo que mais da metade dos casos diagnosticados ocorre na faixa etária de 65 anos ou mais. A maioria dos tumores progride lentamente ao longo de anos, por vezes décadas, de modo que boa parte dos pacientes convive com a doença por muito tempo antes de apresentar sintomas. Entretanto, uma parcela dos pacientes apresentam a doença agressiva com rápida progressão e surgimento relativamente precoce. Contudo, não é possível predizer quais pacientes apresentarão doença grave através dos métodos disponíveis atualmente. Assim, por não estar relacionado a um fator de risco modificável, não há medidas preventivas específicas para o câncer de próstata. O sucesso do tratamento depende em grande parte do diagnóstico precoce, que pode ser realizado através de exames de rastreamento, ou seja, aqueles utilizados para procurar a doença antes que os sintomas se manifestem. Dentre eles, destacam-se o toque retal e a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) no sangue. Tais exames podem ser realizados anualmente pelo médico urologista na população com maior risco de desenvolver a doença que são os homens a partir dos 50 anos de idade ou 45 anos de idade em algumas situações. Diante de eventual alteração em um ou ambos os exames, o paciente é submetido à biopsia de próstata por agulha. O médico patologista é o responsável pela confirmação do diagnóstico de câncer através de avaliação microscópica.

Ademais, na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são: dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência e a presença de sangue na urina e/ou no sêmen. No entanto, os fatores de risco incluem histórico familiar de câncer de próstata como o pai, o irmão e o tio, a raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer e a obesidade. Todavia, a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos de idade com fatores de risco, ou 50 anos de idade sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como o endurecimento e a presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer de próstata, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal. A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como o estado de saúde atual, o estadiamento da doença e a expectativa de vida do paciente. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual, periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.

Portanto, o Novembro Azul é uma campanha fundamental que tem como objetivo conscientizar os homens sobre os cuidados com a saúde, especialmente, em relação ao câncer de próstata. A campanha é essencial, pois contribui para quebrar os tabus, além de divulgar informações importantes sobre a doença. Um dos aspectos mais preocupantes sobre o câncer de próstata vai além da mortalidade. É preciso acabar com a cultura de negligência e preconceito contra os exames de prevenção. Nesse sentido, a campanha Novembro Azul existe para alertar a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, o mais frequente entre os homens brasileiros depois do câncer de pele e incentivar a população masculina a cuidar da saúde.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://bvsms.saude.gov.br/novembro-azul-mes-mundial-de-combate-ao-cancer-de-prostata/

https://www.sbp.org.br/cancer-de-prostata/?gclid=Cj0KCQiAmaibBhCAARIsAKUlaKSfzhJKIn1mlJtzopyPpZqTdzPxfJhxoCg8qeTL4zszKmVU6NjuwnsaArRkEALw_wcB

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/a-prostata/770/149/#:~:text=A%20pr%C3%B3stata%20%C3%A9%20uma%20gl%C3%A2ndula,maior%20em%20homens%20mais%20velhos.

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sobre-o-cancer/771/149/

https://bvsms.saude.gov.br/novembro-azul-mes-de-conscientizacao-sobre-a-saude-do-homem/#:~:text=Boletins%20Tem%C3%A1ticos-,Novembro%20Azul%20%E2%80%93%20M%C3%AAs%20de%20conscientiza%C3%A7%C3%A3o%20sobre%20a%20sa%C3%BAde%20do%20homem,depois%20do%20c%C3%A2ncer%20de%20pele.

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Câncer de mama: 6 condições que aumentam o fator de risco da doença.

A priori, é de suma importância salientar que o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais dos seios, que formam um ou mais tumores, tendo o potencial de invadir outros órgãos do corpo. Há vários tipos de câncer de mama, porém, alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. Contudo, a neoplasia mamária é o tipo mais comum da doença, com mais de 2,2 milhões de casos em todo o mundo todos os anos, de acordo com os dados apresentados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano de 2020. Sendo assim, estima-se que cerca de uma em cada 12 mulheres irá desenvolver o câncer de mama ao longo da vida, em que ela é a principal causa de morte entre elas.

Além disso, em 2020 cerca de 685 mil mulheres morreram desta doença em todo o mundo. Especificamente, quase um quarto dos novos casos de câncer de mama ocorreram nesse ano nas Américas. Todavia, na América Latina e no Caribe, a proporção de mulheres afetadas pela doença antes dos 50 anos foi de 32%, sendo muito maior do que na América do Norte que foi de 19%, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Entretanto, existem vários fatores de risco para o câncer de mama que não podem ser modificados, como por exemplo, o envelhecimento, as mutações genéticas, o histórico pessoal e o familiar. No entanto, tem a existência de outros fatores que aumentam o risco de contrair a doença e que podem ser prevenidos ou amenizados fazendo mudanças no cotidiano de cada mulher, como a inatividade física. Com isso, as mulheres que não são fisicamente ativas correm maior risco de ter câncer de mama, de acordo com os estudos realizados nos Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).  A Sociedade Americana do Câncer recomenda que se faça pelo menos de 150 a 300 minutos de exercício físico de intensidade moderada, como também de 75 a 150 minutos de atividade mais intensa por semana ou uma combinação de ambos, de preferência distribuídos ao longo de sete dias. O excesso de peso também é um dos fatores que podem levar a ter uma predisposição a neoplasia mamária, já que mulheres mais velhas que estão com sobrepeso ou que estão dentro de um dos três graus da obesidade têm um risco maior de câncer de mama do que aquelas com o peso saudável, sendo recomendado manter os padrões necessários para cada pessoa, ao longo da vida e evitar o ganho excessivo de peso, equilibrando a ingestão de alimentos conjuntamente com a atividade física. Os hormônios também entram dentro desses fatores, em que algumas formas de terapia de reposição hormonal, como aquelas que incluem o estrogênio e a progesterona tomadas durante a menopausa podem aumentar o risco de câncer de mama se tomadas por mais de 5 anos, observa o CDC, e para evitar isso, é necessário que se tenha um diálogo com o médico responsável sobre opções não hormonais para tratar os sintomas da menopausa. O álcool, se mostra nas pesquisas de saúde, como um dos meios que aumenta a chance de risco da mulher ter o câncer de mama, mesmo se o consumo do mesmo é ingerido em doses baixas, mas aquelas que fazem o uso não devem tomar mais do que uma bebida alcoólica por dia, aconselha a Sociedade Americana do Câncer e quando consumido existe a dose que deve ser ingerida como cerca de 355 ml de cerveja, 150 ml de vinho, ou 50 ml de destilados ou também como chamado de “bebidas fortes”. Por fim, o tabagismo é um meio que pode causar câncer em quase qualquer parte do corpo, entre ele o câncer de mama. Evitar fumar e ser exposto à fumaça do cigarro ajuda a reduzir o risco de contrair câncer. Entretanto, pesquisas sugerem que outros fatores, como exposição a produtos químicos que podem causar câncer e alterações em outros hormônios devido ao trabalho noturno, também podem aumentar o risco de adquirir a doença.

Portanto, organizações especializadas em câncer de mama recomendam consultar o médico responsável sobre exames para a detecção precoce da doença. Conversar com um profissional sobre quando iniciar exames, como exames clínicos e mamografias, são fundamentais também. Ademais, é necessário se familiarizar com os seios durante um autoexame de mama. Se houver uma alteração nova, como nódulos ou outros sinais incomuns nas mamas, um médico deve ser consultado imediatamente. Além de que é preciso cuidar da alimentação, as mulheres que seguem uma dieta mediterrânea com azeite extravirgem e nozes mistas podem ter um risco reduzido de câncer de mama, em que a dieta mediterrânea é focada em alimentos à base de plantas, como frutas e vegetais, grãos integrais, legumes e nozes.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-63323701

https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama

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Qual a importância de uma boa higiene em nossa cama para a saúde.

Primeiramente, é notório que passamos um terço de nossas vidas deitados, mas não tratamos nosso colchão como ele merece, já que a limpeza dele é muito importante e necessária, principalmente, para pessoas que tenham problemas respiratórios, como as crianças e os idosos, dada a sua baixa resistência. Um colchão com a limpeza correta pode prevenir crises alérgicas e até mesmo internações de urgência devido a infecções. Assim, lavar a roupa de cama é essencial para a saúde do seu colchão e para a sua também. Manter os mesmos lençóis sem trocar por semanas ou meses não tornará eles mais quentinhos e aconchegantes e sim serão apenas um terreno fértil para bactérias e maus odores. Dessa forma, no Brasil, os ácaros são os principais responsáveis por quadros de alergia respiratória, como por exemplo, a rinite alérgica e a asma. Eles se alimentam principalmente da descamação da pele humana, pois perdemos cerca de 1g de pele ao dia enquanto dormimos e se desenvolvem em ótimas condições de umidade superior à média de 70% a 80% e de temperatura superior a 20 °C o que é típico de várias regiões do país.

Além disso, para manter o colchão limpo, é importante que se faça a troca de lençóis semanalmente, conforme recomendado pela Sleep Foundation, organização que estuda a qualidade do sono. Também é aconselhável lavar capas de travesseiros, almofadas, cobertores e edredons, embora com menos frequência do que os lençóis. As capas, uma vez por mês. No caso de cobertores e edredons, dependendo do seu uso, pode ser no final da temporada de uso. Se você usar uma capa de edredom, é mais fácil lavá-la e você poderá fazer isso com mais frequência. Sendo assim, é importante lavar os travesseiros, mas primeiro é necessário verificar se eles podem ser lavados na máquina ou a seco conforme o modo de lavagem descrito na embalagem e na etiqueta do produto. Todavia, é fundamental virar o colchão uma vez ou duas vezes por ano. Os muito cuidadosos chegam a virar o colchão até quatro vezes por ano para mantê-lo em boas condições. Dependendo do design do colchão que você tem, pode ser suficiente apenas girá-lo, passando o lado onde repousa a cabeça para os pés, segundo a Organização de Consumidores e Usuários (OCU) da Espanha. Um dos conselhos recomendados pela instituição é colocar bicarbonato de sódio, a seco, sobre todo o colchão. Deixar agir por um longo período, até mesmo algumas horas. Em seguida, retirar tudo com uma escova de roupas e passar o aspirador de pó. Não se deve esquecer de aspirar com frequência o quarto e, especificamente, debaixo da cama. Isso, idealmente, deve ser feito uma vez por semana para manter a limpeza tanto do local assim como do colchão também para que se mantenha uma boa condição de higiene adequada.

Ademais, além de uma limpeza geral de vez em quando, existem manchas que devem ser removidas o quanto antes para que o colchão não se transforme num “ninho de bactérias” e para eliminar odores indesejáveis. Seja qual for a origem das manchas, há duas coisas a evitar: molhar excessivamente o colchão e esfregar. Isso só piora as coisas. Desse modo, para tirar cada mancha, é indicado que se coloque luvas e, se necessário, contenha o líquido com uma toalha para que ele não se espalhe. Limpar mancha por mancha, repetindo o processo várias vezes até que desapareçam. Quando uma estiver pronta, passe para a próxima. Quando terminar, enxágue a área. Mas, lembre-se de fazer isso com um pano ou toalha bem torcido. No caso de manchas de saliva e suor, as mais comuns em colchões e travesseiros, é recomendado usar um tira manchas de estofados ou um limpador enzimático. Entretanto, é essencial verificar antes de aplicar se o produto de limpeza é adequado para o material do estofamento do colchão. A OCU também recomenda uma pequena quantidade de detergente neutro dissolvido em um copo de água morna com algumas gotas de vinagre branco como opção. Para remover manchas de sangue de um colchão, se faz uma pasta grossa de bicarbonato de sódio usando o mínimo de água possível. Em seguida, deve-se colocar o colchão de lado e aplicar a pasta. Após cerca de 30 minutos, ele estará seco e você poderá escovar suavemente o colchão para remover quaisquer detritos. Repita a operação até a mancha sair. Por fim, passe delicadamente uma esponja umedecida com água salgada. Um remédio rápido e eficaz para uma mancha recente é aplicar água oxigenada na mancha e absorvê-la com algodão ou gaze. Quando terminar, umedeça um pano limpo com água para enxaguar suavemente a área, depois aplique bicarbonato de sódio, deixe-o descansar e remova com uma escova macia ou uma aspiração suave. Para manchas de urina, você pode tomar previamente o cuidado de colocar um protetor para o colchão que seja impermeável, lavável e reutilizável. Existem também protetores que não cobrem todo o colchão, mas, sim, uma área específica. Assim como, os de uso único e os reutilizáveis. No caso dessas manchas, assim como as causadas por vômitos, é necessário agir o quanto antes. Os produtos químicos nestes tipos de fluidos podem danificar o colchão. A recomendação é, após retirar o excesso de líquidos, dissolver um pouco de detergente ou espuma para estofados em água morna e adicionar algumas gotas de amônia. Após isso, é indicado aplicar a mistura no colchão com uma esponja ou pano. Posteriormente, é necessário que se passe um pano umedecido em água limpa com algumas gotas de antisséptico como álcool ou água oxigenada e secar bem a área com um pano seco ou papel absorvente como papel toalha.

Portanto, por esses motivos descritos anteriormente, é fundamental dedicar alguns cuidados com o colchão que temos para prolongar a sua vida útil, mantendo-o em bom estado para garantir uma boa qualidade de sono assim como uma boa saúde. No entanto, a limpeza e a desinfecção dos colchões de cama é a melhor forma de se livrar de microrganimos e de possíveis infecções. Inclusive, é importante ter uma atenção especial com o colchão de crianças e idosos, que são mais suscetíveis a problemas alérgicos e irritações na pele.

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Em primeira instância, é importante ressaltar o famoso ditado usado pela população em geral, “É no inverno que se tem resfriado”, já que a maioria de nós associamos resfriados e gripes com o clima mais frio, porém isso não significa que não podemos pegar uma infecção viral no trato respiratório durante o verão também. No entanto, estudos científicos relataram que alguns vírus são até mais comuns no verão do que no inverno. Assim, o vírus da gripe que é uma doença causada por um vírus tipo Influenza, que faz com que o sistema respiratório fique infeccionado e cause uma série de sintomas no paciente e o vírus sincicial respiratório (VSR) que é um vírus que afeta a respiração de bebês e crianças pequenas devido a uma infecção causada por sua atividade no organismo do paciente, sendo capaz de causar condições sérias no paciente, como a bronquiolite que é altamente contagiosa e mais comum nos meses de inverno, visto que as temperaturas mais frias e a maior permanência em ambientes fechados junto a outras pessoas proporcionam condições favoráveis à sua propagação. Mas no verão, os enterovírus que correspondem à um gênero de vírus que têm como principal meio de replicação o trato gastrointestinal e o parainfluenza 3 é uma doença endêmica e infecta a maioria das crianças com menos de 1 ano de idade e a incidência dele aumenta na primavera. Com isso, essas duas doenças são muito mais comuns com as infecções por estes vírus, tendendo a atingir o pico no verão e no início do outono, quando o clima é mais quente e úmido. Uma vez que os vírus provocam sintomas típicos de resfriado, incluindo coriza, febre, dores musculares, tosse, dor de cabeça e dor de garganta.

Além disso, os resfriados duram de alguns dias a duas semanas, mas, dependendo do que desencadeou a infecção viral, os sintomas da mesma podem durar todo o verão para algumas pessoas. Contudo, as pesquisas científicas mostraram que certas infecções virais sejam mais comuns nos meses mais quentes, quando passamos mais tempo ao ar livre, já que as pessoas se socializam e viajam mais, o que significa que estamos nos misturando com um número maior de pessoas e às vezes de diferentes partes do mundo, tendo um contato maior do que no clima frio. Muitos de nós também buscamos ambientes fechados com ar-condicionado quando o clima está quente, podendo proporcionar uma maior propagação.

Ademais, a estrutura de um vírus também pode explicar por que alguns se espalham mais facilmente nos meses mais quentes. Para que um vírus se propague e infecte células saudáveis, ele precisa sobreviver tanto fora quanto dentro do corpo e também precisa usar o maquinário das células humanas, como por exemplo, o seu DNA para criar cópias de si mesmo. Os vírus são envoltos por um “revestimento” de proteína, chamado capsídeo, que não apenas dá forma ao vírus, como também protege seu material genético interno e ajuda o vírus a se ligar às células humanas para causar infecções. Muitos vírus “de inverno” (incluindo influenza e RSV – Vírus Sincicial Respiratório) são vírus envelopados. Os vírus envelopados tendem a ser mais vulneráveis ​​ao calor e à secura do que os vírus que não possuem envelopes. Esta é uma das razões pelas quais se acredita que os vírus do resfriado de inverno sobrevivem melhor no ambiente mais frio da estação. Enquanto alguns vírus causadores de resfriados de verão (como os enterovírus) não possuem envelope, outros (parainfluenza 3) têm envelope. Na verdade, o vírus parainfluenza 3 é mais comum quando as temperaturas são altas e a umidade é baixa, embora possa sobreviver em diferentes umidades. Isso demonstra que outras partes da estrutura de um vírus, além do envelope, podem desempenhar algum papel sobre em que condições ele pode sobreviver e se espalhar melhor, mas são necessárias mais pesquisas para entender melhor essa condição. Todavia, a interação entre a temperatura e a resposta imune a um vírus também pode exercer um papel nisso, já que um dos estudos mostraram que camundongos expostos a temperaturas de 36°C apresentam uma resposta imune reduzida contra o vírus da gripe. Apesar disso, são necessárias mais pesquisas para confirmar esta descoberta.

Portanto, caso alguma pessoa pegue determinada infecção viral é recomendado que para se recuperar é o mesmo de um resfriado de inverno: tomar muito líquido, descansar bastante e comer alimentos nutritivos. Como também para proteger os demais é recomendado cobrir o nariz e a boca com a parte interna do cotovelo ou usar lenço de papel ao tossir ou espirrar. Também é necessária a vacinação contra a gripe que é recomendada todo inverno para as pessoas, por isso é aconselhável verificar quando deve tomá-la.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-62602193

https://www.rededorsaoluiz.com.br/doencas/virus-sincicial-respiratorio

https://www.rededorsaoluiz.com.br/doencas/gripe

https://www.tuasaude.com/enterovirus/

https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/v%C3%ADrus-respirat%C3%B3rios/infec%C3%A7%C3%B5es-por-v%C3%ADrus-da-parainfluenza

É necessário ressaltar que na segunda-feira (08/08/2022), deu-se início a campanha de vacinação contra a Poliomielite no país, uma doença que traz consequências severas, sendo considerada erradicada no Brasil desde de 1989, mas com risco de surgimento de novos casos devido à baixa adesão vacinal. Contudo, a Poliomielite é uma doença infecto-contagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, denominado Poliovírus. Embora, ocorra com maior frequência em crianças menores de quatro anos, também pode ocorrer em adultos. O período de incubação da doença varia de dois a trinta dias sendo, em geral, de sete a doze dias normalmente. A maior parte das infecções apresentam poucos sintomas (forma subclínica) ou nenhum sintoma e estes são parecidos com os de outras doenças virais ou semelhantes às infecções respiratórias, como por exemplo a gripe, tendo como indícios a febre e a dor de garganta, ou infecções gastrintestinais, causando sintomas como a náusea, o vômito, a constipação (prisão de ventre), a dor abdominal e, raramente, a diarréia. Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes como a insuficiência respiratória e, em alguns casos, acarretando na morte da pessoa. Em geral, a paralisia se manifesta nos membros inferiores de forma assimétrica, ou seja, ocorre apenas em um dos membros. As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.

Além disso, a transmissão da doença ocorre quando uma pessoa pode transmitir diretamente para a outra. A transmissão do vírus da poliomielite se dá através da boca, com material contaminado com fezes (contato fecal-oral), o que é crítico quando as condições sanitárias e de higiene são inadequadas. Crianças mais novas, que ainda não adquiriram completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença. O Poliovírus também pode ser disseminado por contaminação da água e de alimentos por meio das fezes. A doença também pode ser transmitida pela forma oral-oral, através de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O vírus se multiplica, inicialmente, nos locais por onde ele entra no organismo da pessoa sejam na boca, na garganta ou nos intestinos. Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso em que, se não for tratado a tempo, pode causar em grande escala a chamada “infecção paralítica”, dependendo da pessoa infectada. Outra possibilidade também é que o vírus, depois de chegar ao cérebro, pode causar meningite, inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, que tem como principais sintomas a febre, rigidez da nuca e náuseas. Desenvolvendo ou não sintomas, o indivíduo infectado elimina o vírus nas fezes, que pode ser adquirido por outras pessoas por via oral. A transmissão ocorre com mais frequência a partir de indivíduos sem sintomas.

Ademais, a poliomielite não tem tratamento específico. Logo, a doença deve ser evitada através da vacinação contra a poliomielite. No entanto, nos últimos anos houve uma baixa adesão vacinal e um dos motivos prováveis dessa queda é a falsa sensação de proteção de doenças que não conhecem. A pólio, junto com sarampo, já foi uma das principais doenças da infância em índice de sequelas e de mortes, mas os pais e tutores de hoje em dia são de uma geração que foi muito vacinada, e por isso, não têm experiência com a doença em si. Com isso, quando se trata de uma pessoa sem histórico de vacinação, ou seja, sem a proteção imunológica contra o Poliovírus, após uma infecção, o agente começa a se multiplicar livremente na garganta ou nos intestinos. Posteriormente, o vírus chega à corrente sanguínea e, se o quadro não for tratado a tempo, pode atingir o cérebro, causando a paralisia nos membros inferiores.

Portanto, a campanha nacional contra a pólio busca alcançar crianças menores de cinco anos que ainda não foram vacinadas com as primeiras doses do imunizante (que é aplicado aos 2, 4 e 6 meses de idade por meio de injeção intramuscular) ou que ainda não tomaram as doses de reforço com a vacina oral bivalente que é o VOP (gotinha). Para adolescentes menores de 15 anos, os imunizantes disponíveis nos postos de vacinação são contra a hepatite, pneumonia, rotavírus, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, HPV, difteria, meningite, entre outras. As imunizações são feitas gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e ocorrem até o dia 9 de setembro.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62471680

https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/poliomielite-sintomas-transmissao-e-prevencao

A priori, é imprescindível salientar que atualmente 38 milhões de pessoas no mundo são portadoras de HIV e vivem com a doença há anos. Entretanto, a maior parte da sociedade brasileira não sabe o que é a doença, como ela é transmitida, como atua no organismo do portador e como é realizado o tratamento da doença, já que muitas não possuem acesso à internet e a campanhas de conscientização. Desse modo, o HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Ele é o agente causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Humana) e principal responsável por atacar o sistema imunológico do paciente infectado, podendo causar complicações. Sendo assim, o vírus do HIV tem a capacidade de afetar diretamente uma linhagem de leucócitos ou também chamados de glóbulos brancos que são células de proteção que tem como função de defender o organismo contra doenças, infecções e alergias que também são conhecidos como linfócitos CD4 auxiliares. As funções deles incluem identificar, atacar e destruir as bactérias, fungos e vírus que invadem o organismo. No entanto, a infecção pelo HIV é assintomática durante a maior parte do tempo, ou seja, o paciente não apresenta nenhum tipo de sintoma e em alguns casos, pode apresentar gânglios no corpo (linfadenopatia) e alguns sintomas gerais, como cansaço, emagrecimento, náuseas ou diarreia crônica.

Além disso, ter o HIV não é a mesma coisa que ter aids, pois existem muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não é tomado as devidas medidas de prevenção. Assim, existem diferenças entre o HIV e a AIDS. O HIV é o agente causador da doença. O termo HIV positivo é utilizado para quando o paciente que está infectado pelo vírus, normalmente esse estágio é assintomático. Contudo, AIDS é a doença causada pelo vírus. Por não haver o reconhecimento da infecção e por não fazer o diagnóstico, o paciente acaba evoluindo para a doença com suas manifestações.

Ademais, o tratamento para a infecção pelo vírus do HIV é feito por meio de medicamentos antirretrovirais ou também conhecido como os famosos “coquetéis” que tem como finalidade impedir a multiplicação do agente nocivo no organismo do portador, ajudando a combater a doença e a fortalecer o sistema imunológico, apesar de não serem capazes de eliminar o vírus do organismo. Porém, um paciente estadunidense que é um homem de 66 anos que viveu com a doença desde a década de 1980 parou de tomar medicamentos para o HIV quando descobriu que o vírus não foi mais encontrado no seu corpo, sendo curado da doença. Isso foi possível, pois ele recebeu o transplante de medula óssea não para tratar o HIV, mas porque desenvolveu leucemia aos 63 anos e por coincidência o doador era naturalmente resistente ao vírus. O HIV entra nos glóbulos brancos do nosso corpo usando uma porta microscópica que é uma proteína chamada CCR5. Todavia, algumas pessoas, incluindo o doador, têm mutações CCR5 que fecham essa porta e impedem a entrada do vírus. O paciente foi monitorado de perto após o transplante, e seus níveis de HIV se tornaram indetectáveis ​​em seu corpo e permanecem assim há mais de 17 meses. A primeira vez em que um caso semelhante aconteceu foi em 2011, quando Timothy Ray Brown – conhecido como o Paciente de Berlim – se tornou a primeira pessoa no mundo a ser curada do HIV e os demais três casos semelhantes foram registrados nos últimos três anos.

Portanto, os transplantes de medula óssea não vão revolucionar o tratamento para os 38 milhões de pessoas que têm HIV no mundo atualmente, já que é um procedimento complexo com efeitos colaterais significativos e também não é realmente uma opção adequada para a maioria das pessoas que vivem com HIV. Mas os pesquisadores estão procurando maneiras de atuar sobre a proteína CCR5 usando terapia genética para que em um futuro próximo exista uma cura para todos os portadores da doença existentes.

 

Rdigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-e-hiv

https://www.minhavida.com.br/saude/temas/leucocitos#:~:text=Leuc%C3%B3citos%2C%20ou%20gl%C3%B3bulos%20brancos%2C%20s%C3%A3o%20c%C3%A9lulas%20de%20prote%C3%A7%C3%A3o%20produzidas%20pela,contra%20doen%C3%A7as%2C%20infec%C3%A7%C3%B5es%20e%20alergias.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-62324526

https://bronstein.com.br/saude/hiv-o-que-pode-causarhttps://www.tuasaude.com/tratamento-da-aids/#:~:text=O%20tratamento%20para%20a%20infec%C3%A7%C3%A3o,eliminar%20o%20v%C3%ADrus%20do%20organismo.

Primeiramente, é válido abordar o que se identifica e o que se obtém de conhecimento pautado cientificamente a respeito da hepatite infantil. Desse modo, a hepatite é o nome dado a um processo inflamatório do fígado, que geralmente acontece em decorrência de quadros infecciosos. A hepatite pode ser causada por vírus e bactérias diversos e até mesmo pelo consumo excessivo de substâncias, como por exemplo, por certos tipos de medicamentos e até mesmo de drogas e bebidas alcoólicas, além de certas condições autoimunes que podem causar hepatite no paciente também, sendo que é preciso investigar seu quadro médico de forma precisa, para indicar o tipo de tratamento mais adequado a aquele paciente.

Além disso, existem diferentes tipos de hepatite, sendo que estes estão relacionados aos agentes causadores da inflamação no fígado. Assim, são cinco agentes nocivos pertencentes aos tipos de hepatite que são eles: Hepatite A que é causada pelo vírus da hepatite A, que pode ser transmitido por via sexual, mas também pelo consumo de água e de alimentos contaminados. Hepatite B que é causada pelo vírus da hepatite B, transmitido de uma pessoa a outra por meio do contato com fluidos corporais, como exemplo, o sêmen e a saliva. No entanto, a hepatite B também pode ser facilmente transmitida por meio do uso de objetos não esterilizados, como alicates e lâminas de barbear que são comumente utilizados em salões de beleza. Hepatite C que é causada pelo vírus HCV e tem um meio de transmissão similar ao da hepatite B. Hepatite medicamentosa é aquela causada pelo consumo excessivo de certos tipos de medicamentos que acabam por agredir o fígado, causando o processo inflamatório. Esses medicamentos podem acabar sendo, por exemplo, consumidos em sobredosagem pelo paciente, o que desencadeia a doença. E por fim, a Esteato-hepatite que é causada por uma condição chamada de esteatose hepática. Trata-se de um acúmulo de gordura no fígado que pode acabar resultando em um processo de inflamação hepática. Contudo, os sintomas mais comuns entre os diversos tipos de hepatite de modo geral são: dor abdominal, inchaço na barriga, amarelamento da pele (icterícia) e dos olhos, náuseas e vômitos, urina mais escura que o normal, coceira na pele, perda de apetite, mal-estar, fezes esbranquiçadas, fadiga e cansaço. Sendo assim, a hepatite tem cura e geralmente é preciso deixar com que o corpo do paciente se cure naturalmente, concedendo remédios que tratam somente dos sintomas dessa condição, como por exemplo, a dor abdominal. No entanto, existem fármacos para hepatite A, B e C que são antivirais e conseguem ajudar o corpo a combater o vírus. No caso de hepatite medicamentosa, o paciente pode não receber nenhum medicamento, para permitir que o fígado se regenere naturalmente. Com boa dieta e respeitando o repouso, é possível se recuperar da hepatite sem maiores problemas.

Ademais, especialistas do Reino Unido acreditam ter identificado a causa da recente onda de misteriosos problemas hepáticos que afetam crianças pequenas em todo o mundo. Os estudos realizados recentemente sugerem que dois vírus comuns voltaram a circular após o fim das restrições impostas pelos governos para controlar a pandemia da covid-19 e desencadearam os raros, mas muito graves, casos de hepatite. Acredita-se que mais de mil crianças com menos de cinco anos em 35 países foram afetadas. Algumas delas, incluindo 12 no Reino Unido, precisaram de um transplante de fígado para continuar vivendo. Já, no Brasil, casos suspeitos foram investigados pelo Ministério da Saúde, com sete mortes confirmadas até meados de junho. Logo, duas equipes de cientistas, de Londres, na Inglaterra e Glasgow, na Escócia, dizem que bebês expostos mais tarde do que o normal, por causa das restrições da pandemia perderam alguma imunidade precoce a: adenovírus, que normalmente causa resfriados e dores de estômago e vírus adeno-associado dois (AAV2), que normalmente não causa doença e requer um vírus “auxiliar” co-infectante, como por exemplo, o adenovírus para se replicar. Isso poderia explicar por que alguns desenvolveram complicações hepáticas incomuns e preocupantes.

Todavia, casos como este são raros. A maioria das crianças que pegam esses tipos de vírus se recuperam rapidamente. O estudo revelou também que não está claro por que alguns desenvolveram inflamação no fígado, mas que a genética pode influenciar na gravidade do quadro. Entretanto, os cientistas descartaram qualquer conexão com vacinas contra o coronavírus ou à própria covid-19, pois durante o período de quarentena quando as crianças não estavam se misturando, elas não estavam transmitindo vírus umas às outras e não estavam desenvolvendo imunidade às infecções comuns que normalmente encontrariam no convívio social. No entanto, quando as restrições do lockdown terminaram as crianças começaram a se misturar e os vírus passaram a circular livremente e de repente elas foram expostos com essa falta de imunidade prévia a toda uma bateria de novas infecções.

Portanto, os especialistas estão esperançosos de que os casos estejam diminuindo, mas ainda se mantêm em alerta para novos quadros que possam surgir e com isso novas pesquisas e estudos serão feitos com o decorrer do tempo.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62295954

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/05/06/hepatite-aguda-infantil-o-que-e-e-como-identificar-os-sinais.htm

https://www.rededorsaoluiz.com.br/doencas/hepatite