- 14
- dez
- Rua: Afonso Pena n° 1237
- [email protected]
- (18) 3609-4429 / (18) 99789-8229 / (18) 99613-9401

Lecanemab: medicamento experimental contra o Alzheimer apresenta resultados surpreendentes atualmente.
Primeiramente, é necessário salientar que o Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa, principalmente, em pessoas de idade. A causa da doença ainda é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinante. Dessa maneira, a doença instala-se quando o processamento e a produção de certas proteínas do sistema nervoso central começam a se desenvolverem de maneira errônea. Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Como consequência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral que é essencial para a linguagem e o raciocínio lógico, assim como a memória, o reconhecimento de estímulos sensoriais e o pensamento abstrato também acabam sendo afetados pela toxicidade produzida. Assim, o Alzheimer costuma evoluir de forma lenta e o quadro clínico costuma ser dividido em quatro estágios que são: Estágio 1 que é a forma inicial, em que ocorre alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais, estágio 2 que é a forma moderada, que acarreta em dificuldade para falar, realizar tarefas simples do cotidiano e coordenar movimentos simples, estágio 3 que é a forma grave que inclui a resistência à execução de tarefas diárias, e por fim o estágio 4 que é o terminal, sendo a restrição ao leito, tendo como consequências dor ao engolir e Infecções intercorrentes, necessitando de um atendimento mais preciso e com mais assistências, como a hospitalar.
Além disso, a doença é incurável, porém o objetivo do tratamento utilizando medicamentos tem como intuito retardar a evolução e preservar por mais tempo possível as funções intelectuais. Sendo assim, os melhores resultados são obtidos quando o tratamento é iniciado nas fases mais precoces da doença. No entanto, após décadas de tentativas falíveis com tratamentos experimentais contra o Alzheimer, o lecanemab mostrou resultados animadores, em que pela primeira vez, um medicamento se mostrou capaz, em experimentos realizados com voluntários, a fim de desacelerar a destruição do cérebro pela doença de Alzheimer. Entretanto, o fármaco ainda mostrou algumas limitações, como por exemplo, seu efeito foi moderado e trouxe alguns riscos, em que exames de imagem mostraram a ocorrência de hemorragias cerebrais em 17% dos participantes e de inchaço cerebral em 13%. Entre os voluntários, 7% tiveram que deixar os testes devido a efeitos colaterais segundo pesquisas realizadas. Contudo, o lecanemab ataca a gosma pegajosa que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer, a chamada beta-amiloide que é uma proteína fibrosa tóxica que quando se encontra no sistema cerebral, acaba destruindo funções cognitivas, como a memória e a linguagem que acaba desencadeando a doença. A droga funciona nos estágios iniciais da doença, então boa parte das pessoas não se beneficiariam com ela, já que é frequente que a condição só seja investigada após a aparição de sinais muitas vezes, em estágios relativamente avançados. Um dos primeiros pesquisadores do mundo a propor tratamentos que atinjam a amiloide, há mais de 30 anos, o professor John Hardy avaliou que o experimento é “histórico” e mostra que estamos vendo o início de tratamentos contra o Alzheimer propriamente dito.
Ademais, na atualidade pessoas com Alzheimer recebem medicamentos para controlar seus sintomas, mas nenhum muda o curso da doença diretamente. Todavia, o medicamento lecanemab é um anticorpo como aqueles que o corpo produz para atacar vírus ou bactérias no organismo. Assim, ele está sendo projetado para mandar o sistema imunológico limpar a amiloide do cérebro que é formada. A amiloide é uma proteína que se aglomera nos espaços entre os neurônios no cérebro e forma placas bastante características da doença. O estudo em larga escala envolveu 1.795 voluntários em estágio inicial da doença de Alzheimer. Infusões de lecanemab foram administradas quinzenalmente. Os resultados, apresentados na conferência Clinical Trials on Alzheimer’s Disease em São Francisco nos Estados Unidos, não revelam uma cura milagrosa, já que a doença continuou a deteriorar as funções cerebrais das pessoas, mas esse declínio foi retardado em cerca de um quarto ao longo dos 18 meses de tratamento feito pelo fármaco. Contudo, os dados já estão sendo avaliados por órgãos reguladores dos EUA, que em breve decidirão se o lecanemab pode ser aprovado para uso mais amplo no tratamento da doença. Os desenvolvedores da droga, as empresas farmacêuticas Eisai e Biogen, planejam solicitar essa permissão no próximo ano em outros países em um futuro próximo para que haja um tratamento que mude o curso da doença e que não apenas retarde ou abrande os sintomas dela.
Portanto, alguns cientistas também enfatizaram que a amiloide é apenas uma peça do complexo quadro da doença de Alzheimer e não deveria ser o único foco das terapias, já que o sistema imunológico e os processos inflamatórios estão fortemente envolvidos na doença também, além de outra proteína tóxica, chamada tau encontrada onde as células cerebrais estão realmente morrendo. Com isso, é necessário que se realize mais pesquisas e mais estudos relacionados a doença para que o tratamento faça uma diferença maior em uma década ou mais, beneficiando todos aqueles diagnosticados com o Alzheimer nas suas mais diversas formas.
Redigido por: Thamires Caldatto
FONTES:
Solicite um orçamento sem compromisso
Categorias
Buscamos sempre proporcionar qualidade de vida a todos os pacientes
- Rua: Afonso Pena n° 1237 Vila Mendonça Araçatuba/SP
- [email protected] / [email protected]
- (18) 3609-4429 / (18) 99789-8229 / (18) 99613-9401
Horário de Atendimento
- Segunda a Sexta-feira 8:00 às 18:00 hrs
A FABSIL HOME CARE se preocupa em prestar o melhor serviço de atendimento domiciliar visando à recuperação e qualidade de vida dos nossos pacientes
Copyright © 2022 Fabsil Home Care Todos os direitos reservados.








