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Os riscos de não imunizarem as crianças contra a Poliomielite.

É necessário ressaltar que na segunda-feira (08/08/2022), deu-se início a campanha de vacinação contra a Poliomielite no país, uma doença que traz consequências severas, sendo considerada erradicada no Brasil desde de 1989, mas com risco de surgimento de novos casos devido à baixa adesão vacinal. Contudo, a Poliomielite é uma doença infecto-contagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, denominado Poliovírus. Embora, ocorra com maior frequência em crianças menores de quatro anos, também pode ocorrer em adultos. O período de incubação da doença varia de dois a trinta dias sendo, em geral, de sete a doze dias normalmente. A maior parte das infecções apresentam poucos sintomas (forma subclínica) ou nenhum sintoma e estes são parecidos com os de outras doenças virais ou semelhantes às infecções respiratórias, como por exemplo a gripe, tendo como indícios a febre e a dor de garganta, ou infecções gastrintestinais, causando sintomas como a náusea, o vômito, a constipação (prisão de ventre), a dor abdominal e, raramente, a diarréia. Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes como a insuficiência respiratória e, em alguns casos, acarretando na morte da pessoa. Em geral, a paralisia se manifesta nos membros inferiores de forma assimétrica, ou seja, ocorre apenas em um dos membros. As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.

Além disso, a transmissão da doença ocorre quando uma pessoa pode transmitir diretamente para a outra. A transmissão do vírus da poliomielite se dá através da boca, com material contaminado com fezes (contato fecal-oral), o que é crítico quando as condições sanitárias e de higiene são inadequadas. Crianças mais novas, que ainda não adquiriram completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença. O Poliovírus também pode ser disseminado por contaminação da água e de alimentos por meio das fezes. A doença também pode ser transmitida pela forma oral-oral, através de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O vírus se multiplica, inicialmente, nos locais por onde ele entra no organismo da pessoa sejam na boca, na garganta ou nos intestinos. Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso em que, se não for tratado a tempo, pode causar em grande escala a chamada “infecção paralítica”, dependendo da pessoa infectada. Outra possibilidade também é que o vírus, depois de chegar ao cérebro, pode causar meningite, inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, que tem como principais sintomas a febre, rigidez da nuca e náuseas. Desenvolvendo ou não sintomas, o indivíduo infectado elimina o vírus nas fezes, que pode ser adquirido por outras pessoas por via oral. A transmissão ocorre com mais frequência a partir de indivíduos sem sintomas.

Ademais, a poliomielite não tem tratamento específico. Logo, a doença deve ser evitada através da vacinação contra a poliomielite. No entanto, nos últimos anos houve uma baixa adesão vacinal e um dos motivos prováveis dessa queda é a falsa sensação de proteção de doenças que não conhecem. A pólio, junto com sarampo, já foi uma das principais doenças da infância em índice de sequelas e de mortes, mas os pais e tutores de hoje em dia são de uma geração que foi muito vacinada, e por isso, não têm experiência com a doença em si. Com isso, quando se trata de uma pessoa sem histórico de vacinação, ou seja, sem a proteção imunológica contra o Poliovírus, após uma infecção, o agente começa a se multiplicar livremente na garganta ou nos intestinos. Posteriormente, o vírus chega à corrente sanguínea e, se o quadro não for tratado a tempo, pode atingir o cérebro, causando a paralisia nos membros inferiores.

Portanto, a campanha nacional contra a pólio busca alcançar crianças menores de cinco anos que ainda não foram vacinadas com as primeiras doses do imunizante (que é aplicado aos 2, 4 e 6 meses de idade por meio de injeção intramuscular) ou que ainda não tomaram as doses de reforço com a vacina oral bivalente que é o VOP (gotinha). Para adolescentes menores de 15 anos, os imunizantes disponíveis nos postos de vacinação são contra a hepatite, pneumonia, rotavírus, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, HPV, difteria, meningite, entre outras. As imunizações são feitas gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e ocorrem até o dia 9 de setembro.

 

Redigido por: Thamires Caldatto

 

FONTES:

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62471680

https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/poliomielite-sintomas-transmissao-e-prevencao

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